quinta-feira, 31 de março de 2016

VAI TER LUTA!


Hoje, às 17h, nos arredores do Metrô Liberdade, a moçada do Coletivo Democracia Corinthiana promoverá um "esquenta" para o Grande Ato em Defesa da Democracia - que acontecerá a poucos metros dali, na Praça da Sé.

Estarei lá, e aproveito para convidar a todos os irmãos e irmãs de Corinthianismo que se identificam com a causa para que também compareçam. 

Vamos chegar à Sé fazendo barulho! E que, por mais uma vez, as listras de nossa camisa cumpram seu destino histórico, enquanto símbolo de luta e resistência popular!

NÃO VAI TER GOLPE!!!

E vai, Corinthians!


Segue a íntegra do manifesto:


Manifesto do Coletivo Democracia Corinthiana

1) A cultura da corrupção deve ser vigorosamente combatida. Ela atrasa o crescimento econômico, prejudica a atividade empreendedora, promove a injustiça e, por fim, tira o pão da mesa dos trabalhadores mais humildes.
2) A luta contra a corrupção, porém, não pode se transformar em pretexto para perseguições políticas. Shows midiáticos não auxiliam a construção da Justiça.
3) É inadiável o aprofundamento das investigações que visam a punir aqueles que lesaram a maior empresa do Brasil, a Petrobras.
4) É necessário, no entanto, que os agentes da lei sejam justos. Se há energia contra os vermelhos, que se repita a atitude contra os azuis.
5) Procuradores e magistrados devem se empenhar também em defender o povo contra aqueles que delinquiram em Furnas, no Banestado, no Rodoanel, no metrô paulistano, na CPTM ou nas cozinhas escolares que tiveram surrupiada a merenda.
6) Não se pode admitir que a pauta do Congresso Nacional seja travada por um elemento como Eduardo Cunha, cujo braço da lei parece jamais alcançar.
7) Não há base legal e moral para o pedido de impeachment da presidenta Dilma. E este golpismo permanente é o principal componente da crise econômica que nos assola.
8) A interrupção do processo democrático é objetivo das forças conservadoras, as mesmas que atiraram o país nas sombras durante a Ditadura Militar. É também interesse dos oligopólios mercantis transnacionais, que pretendem se apossar de nossas ricas fontes de recursos naturais.
9) O Coletivo Democracia Corinthiana, enquanto grupo, não apoia qualquer partido ou figura política. Não representa oficialmente o Sport Club Corinthians Paulista, tampouco qualquer de seus dirigentes. Jamais recebeu ou receberá qualquer benefício financeiro como prêmio por suas ações em defesa da democracia.
10) O Corinthians nasceu dos trabalhadores, em 1910, como referência da luta por liberdade, fraternidade e direitos universalizados. É nosso ethos, o mesmo expresso na trajetória da Democracia Corinthiana, que contribuiu decisivamente para a redemocratização do país. O Corinthians é o time do povo; e o povo tem o direito e o dever de fazer sua própria história.

sábado, 24 de janeiro de 2015

Que venha 2015

Saudações, caros amigos da Jihad. Não posso iniciar essa postagem de outra forma que não com um sincero pedido de desculpas a todos participantes desse espaço pró-Timão (em especial para o Ze Carlos, idealizador do blog, e ao César, jihadista assíduo que jamais desistiu deste espaço) pela ausência.

Sem adentrar muitos em detalhes, justifico-me culpando uma sequência de acontecimentos, que começou com a esquecível eliminação na CB do ano passado (que, acredito, a maioria nao faz questão de destrinchar), foi seguida por um período de absoluta falta de tempo, e culminou em uma vergonhosa fase de inercia e bloqueio de inspiração - que encerro nesse momento.

Mas vamos ao que interessa, o nosso querido Timão - que nesse período de dois ou três meses de baixa atividade jihadista gerou pautas deveras importantes para serem debatidas no nosso blog. Vamos então a elas:

- Troca de técnico – tema de certa forma já abordado aqui na Jihad quando a batata do Mano começava a cheirar queimado, antes mesmo do fatídico jogo no Mineirão (sendo, portanto, relativamente conhecida a opinião da maioria dos colegas sobre o assunto). Mas acho que vale a pena a reflexão sobre os impactos e perspectiva de tal mudança:

Eu fui contra. Achava que o trabalho do Mano, apesar de falhas, era bom, atingindo praticamente o mesmo numero de pontos da campanha campeã de 2011, sob as mãos do Adenor. De fato sempre achei os dois em níveis bastante semelhantes, logo, pela vantagem da continuidade de trabalho, o Mano deveria prosseguir. Mas não continuou, e meu incorrigível lado otimista aposta no clichê do tal período de estudo na Europa do professor, e que ele possa realmente ter aberto sua cabeça em alguns aspectos (o setor ofensivo, principalmente);

- Eleições – neste caso não sei da opinião de vocês, mas suspeito. A minha é de que a oposição tem que ganhar. E não se trata de fazer pouco caso de tudo o que o atual grupo  acertou desde 2008 (e isso o próprio Citadini faz questão de afirmar, o que nos leva a crer que ele não teria problemas em continuar o que esta bom), mas sim a simples constatação de como o Corinthians atual é um didático exemplo da necessidade da alternância de poder. Os vícios e condutas que, claramente, levaram o time mais rico das Américas a quase quebrar estão tão entranhados na forma de agir da atual diretoria que eles nem mesmo disfarçam – vide tentativas recentes de contratações nebulosas em posições que não apresentam carência alguma (como a de goleiro, no qual temos titular e reserva em bons níveis, e a de volante, setor que chega a presentar inchaço no elenco).

- Guerrero – na minha opinião, o único gasto necessário a ser feito nesse ano (no mais, salvo imprevistos, não abriria o bolso com mais ninguém). Claro que tem que negociar de forma firme (a turma do Guerrero não perde em nada para a do Nilmar), mas não podemos cogitar perdê-lo. E afirmo isso de forma tão categórica por três motivos: o primeiro é devido ao rendimento recente do jogador, que todos tem acompanhado; o segundo é por sua visibilidade internacional (ídolo máximo no Peru e único do elenco a merecer notas esporádicas da imprensa latina e europeia); e o terceiro é a sua importância simbólica, já que trata-se de um jogador que logo no inicio de sua passagem teve a sorte de se colocar de forma permanente na historia do Timão. Com isso, a cada gol, a cada conquista, a cada recorde, prolonga e engrandece o capitulo do personagem na narrativa histórica do clube (e afinal, esse é o objetivo de instituições como o Corinthians: não é ganhar dinheiro, não é ganhar títulos, é fazer historia).

- Copinha e categorias de base – à parte a boa campanha e o previsível massacre imposto a freguesia na quinta, tem chamado a atenção o fato de o promissor elenco do Corinthians estar, desde já, todo fatiado entre empresários. Lembro da discussão que tivemos aqui sobre a pertinência ou não de se trazer jogadores através desse tipo de condição (eu mesmo via com bons olhos, dependendo do tipo da aposta), mas acho que, em se tratando de jogadores formados no próprio clube, é unanime a opinião de que tal prática é um absurdo.

Não ha logica que justifique um clube como o Corinthians aceitar jogadores que venham com “donos” já com 12 ou 13 anos. Nem mesmo um boicote geral dos empresários ao clube impediria de surgir, dia apos dia, jovens querendo entrar nas categorias de base do Timão. Com a tradição e a lógica estatística ao seu lado, fica cada dia mais claro que o Corinthians só não é dono de sua própria base por que não quer (e até que nós suspeitamos o porque de eles não quererem...)

Estádio – provavelmente o ponto alto do nosso ano que passou. Nossa casa (moderna, funcional e arquitetonicamente original) foi plenamente aceita pela torcida, que em pouquíssimo tempo contagiou de forma irreversível o espaço com o clima e espirito corinthianos – basta, para comprovar, analisarmos os números do time dentro da Arena.

Mas algo ainda me incomoda. Aquele maldito espaço destinado a torcida adversária, que obriga a instalação daquele cercado ridículo, resultando em uma faixa considerável de lugares vazios. Um pecado do ponto de vista moral (em jogos de alta procura muita gente vai ficar de fora, mesmo com assentos disponíveis), financeiro (menos ingressos vendidos) e estético (inegável que o aspecto visual com a arquibancada toda preenchida é bem mais impactante).

Por mim, eu acabava de vez com essa historia de ingresso pra visitante (ajudando também na questão da violência), e pouco me importaria com esse papinho batido das múmias da ESPN Brasil, de que isso seria “a falência do futebol brasileiro”.

--------------------------------------------------------

Escrevi um monte e nem entrei no aspecto técnico do time (força do elenco, pontos fracos, opções de esquema, formações...) Deixo para a contribuição dos amigos da Jihad.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Há males que vêm para o bem. E o inverso também ocorre.

1- Na boa, mas minha PATERNAL paciência chegou ao fim: não acho mais que devemos renovar com Mano Menezes em dezembro; que o coach cumpra seu contrato e tchau.
Só que não o digo por ter deixado de acreditar na qualidade do Mano, mas apenas por, enfim, ter percebido que ele jamais terá um mínimo de oxigênio necessário para desenvolver seu trabalho nesta segunda passagem. A pressão é ABSURDA: à costumeira, da imprensa, que jamais o suportou, soma-se desta vez a da própria torcida, infantilmente deslumbrada com aquele que a libertou de um doloroso, humilhante e duradouro processo de bullying.

E, se for para manter um técnico nestas condições, é melhor, para ambas as partes, que cada um tome seu rumo. Eu jogo a toalha aqui.


O motivo pelo qual toda a imprensa, de A a Z, nutre um ódio visceral por Mano Menezes encontra nesta notícia sua mais completa tradução. Grosseria gratuita de tiozão sem noção, como as do Muricy em coletiva, jornalista suporta e até acha graça; mas esse tipo de questionamento insolente à autoridade do Quarto Poder eles jamais tolerarão!

3- Ok: Mano é um incompetente que, quando muito, serve apenas para a Série B. Pois, então, que seja demitido amanhã mesmo, claro. 
Mas, e o day after, como é que fica? Tite? Oswaldo?? Abel??? Ou tentaremos repatriar Cuca? Ou melhor: ofereceremos nossa Arena Coxinha ao Cruzeiro em troca do Marcelo Oliveira (risco considerável de humilhação, pois periga ouvir um sonoro não)????

Sinceramente, torço por Tite. Nunca achei que, um dia, torceria pelo mal - mesmo que efêmero, transitório - do Corinthians, mas desconstruir a imagem de Adenor Leonardo Bacchi tornou-se imperativo para que, um dia, voltemos a ter paz. 
E eu tenho certeza de que, numa eventual terceira passagem, a história de Tite no Corinthians se repetiria como farsa*** (sim, sou marxista). Portanto, não se trata de autofagia, mas de dar um passo atrás visando dois à frente (não, nunca fui leninista). 

Pois que venha; deixemos que ele se enforque diante das crianças, então.

4- Essa pilha toda por conta do New Stadium, esse papo quase histérico de "nossa Meca" e o escambau,  isso tudo já está ultrapassando os limites do ridículo. Perder pontos em casa diante de uma Chapecoense da vida não é mais um "vexame" pelos motivos óbvios, mas por ser um resultado que macula o gramado de "nossa Meca". 
É como se nunca tivéssemos perdido pontos bestas no Pacaembu, na Fazendinha, na Ponte Grande ou no Campo do Lenheiro. Ou pior ainda: é como se os pontos perdidos naqueles palcos tivessem menor valor.

5- Antes jamais tivéssemos ganhado essa porra de Libertadores.

6- Viva Malcom!!


[***] Repensando: como tragédia; farsa talvez tenha sido sua segunda passagem.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Praianos 0 x 1 Corinthians

Domingo foi dia dos pais. O meu não está mais por aqui. Se estivesse, teria xingado o time e o técnico a maior parte do tempo, afinal, é inadmissível estar com um jogador a mais e, mesmo assim, sofrer pressão por parte do adversário e vê-lo criar as oportunidades mais contundentes de gol. Teria estranhado a expulsão do jogador praiano ainda no primeiro tempo, pois lá - naquele reduto onde até disjuntor já foi desligado para prejudicar um ataque do Time do Povo - geralmente a arbitragem faz vistas grossas diante das jogadas violentas ou imprudentes dos jogadores praianos. Teria tomado um tremendo susto com a presepada do Guilherme Andrade e agradecido aos céus pela entrada do Ferrugem. Ok, é muito cedo ainda, mas... quem sabe a gente encontrou um bom lateral direito? Obviamente que teria comemorado feito um doido o gol de cabeça do Gamarra Negro, o mais seguro do Brasil (somente uma besta quadrada como o Felipão para não enxergar que Gil é muito mais beque que todos os beques convocados por ele). Teria feito uma observação em seguida: "quer ver este técnico mandar o time recuar?". E, no final, depois de todo sofrimento, de todo xingamento, de todas as sensações que envolvem um jogo do Corinthians, exaltaria a vitória, os três pontos conquistados e fecharia com um "bota lá na Bandeirantes que eu quero ver a cara de bunda do Milton Neves falando de apito amigo".

O clássico de ontem foi precedido pela expectativa em torno da estreia daquele que seria o maior jogador do mundo se atuasse na Europa. Era isso que diziam a seu respeito quando atuava no Brasil. Passou por lá quase uma década e não conseguiu confirmar as previsões. Mas era um jogador que nunca havia perdido para o Timão. E daí a confiança exagerada dos praianos. Teve até uma produtora de charges animadas que produziu um vídeo na qual Zé Pedalada aparecia cantando e tocando violão, Cássio e Mano chorando e um placar estampando 7x1 pra eles. Tudo bem que é humor, mas...

O fato é que alguém esqueceu que cada jogo tem uma história diferente. E, se até o maior jogador de futebol de todos os tempos amargou uma derrota diante do Time do Povo, porque o tri-atleta não amargaria? 
Pena que o nosso gol foi feito quando ele já não estava mais no gramado. Se bem que ele deve ter saído para assistir de um ângulo melhor a nossa vitória. Uma vitória que pode ser acompanhada daquele comentário "venceu, mas não convenceu". Mas, por outro lado, é preciso levar em conta que ganhar deles no balneário não é uma tarefa tão fácil assim; o time deles tem a segunda defesa menos vazada da competição.

Talvez o Mano não desejasse expor o time como aconteceu no último confronto, quando sofremos uma goleada que há décadas não sofríamos. Tudo bem que poderia ser um pouco mais ofensivo, mas é preciso lembrar que alguns ataques do Timão acabavam nos erros de penúltimo e último passe. Várias tentativas de tabelas foram abortadas pelos zagueiros praianos.

Seja como for, essa vitória compensou o empate diante do Coritiba. Se bem que este campeonato é tão complicado que a gente lamenta tal empate e, depois, vê este mesmo Coritiba empatando com o time do tapetão em pleno Rio de Janeiro.

Acho que o Mano ainda está buscando o time ideal. Talvez, a entrada do Lodeiro no lugar do Jádson melhore alguma coisa. Este tem habilidade, sabe jogar, mas parece meio que sonolento... 
No ataque, a única certeza é Guerrero. Luciano começou a mil por hora, marcando gols, mas parece que não passou de fogo de palha. Romarinho tem aquele ar de "não sei o que estou fazendo aqui neste jogo". Aliás, não entendo a paixão que os comentaristas da Grobo têm por ele...  O Romero começou empolgando a torcida, mas me parece apenas esforçado.

A defesa já está formada. O Ferrugem entrou bem no jogo de ontem. Não sentiu a responsabilidade de atuar num clássico, mas, dentro da lógica, o Fagner deve retornar ao time na próxima partida. A dupla de volantes é Ralf e Elias e fim de papo.

E, por fim, estão querendo crucificar o Petros por uma simples trombada num juiz que mal sabe se colocar dentro do gramado.

Com razão ou sem razão, o Corinthians tem sempre razão. 

domingo, 3 de agosto de 2014

Existe vida após a Copa!

Depois de uma Copa espetacular e de um AVC hemorrágico na família, confesso que foi ficando a cada dia mais difícil voltar para o planeta Terra blog. Mas o puxão de orelha do nosso amigo César Pereira (foi você, não?), conselheiro vitalício desta Jihad, talvez tenha, de uma vez por todas, trazido meus pés de volta para o chão: aconteça o que acontecer, jihadear é sempre preciso!

Voltemos, portanto.

E o fazemos em ótima hora: daqui a pouco, às 16:00h, o Timão sobe ao gramado do Couto Pereira, onde buscaremos encurtar para apenas 3 pontos a distância que nos separa do líder Cruzeiro - que, ontem, em que pese o fato de ter jogado fora de casa, não foi capaz de passar de um empate diante deste tão combalido Botafogo. 

Uma vitória hoje, portanto, terá um significado muito maior que a mera soma de três tentos: trata-se de um cartão de visitas, uma carta de intenções; equivale a anunciar que, sim, somos candidatos ao título.

E não nos iludamos: o adversário pode ocupar atualmente o chamado Z4, mas é, historicamente, uma senhora carne de pescoço. De quebra, eles têm um tal de Alexotan - que, mesmo do "auge" de suas 36 primaveras, segue exigindo dos rivais 95 minutos de atenção.

Já o Timão, que perdeu por suspensão Paolo siempre peligroso Guerrero, vai a campo com Petr Cássio; Fágner, Cléber, Gil e Fábio Santos; Ralf 2014 (versão Mano Menezes), Elias, Petros (o Iniesta brasileiro) e Magic Jádson; Romarinho e o novo capetinha Ángel Romero. Ótima oportunidade para analisarmos o desempenho de nosso emo paraguaio no comando do ataque, diga-se.

Acredito em vitória suada, sofrida, daquelas que não convencem muito (provavelmente, pelo placar mínimo)... E, caso o cenário se confirme, a notícia também é boa; afinal, em pontos corridos, também desses momentos se faz um postulante ao título, não?

Que venham os 3 pontos!

VAI, CORINTHIANS!!!

* * * * *

Ok, a culpa é da Globo, sempre intransigente quando se trata do horário de suas novelas. E não, a "solução" apresentada pelo Metrô em nada refresca - aliás, arrisco-me a dizer que só serve para foder os metroviários do último turno com 10 minutos a mais de trabalho. 
Mas não nos esqueçamos de que quando, tempos atrás, a multi-milionária emissora do "bispo" ofereceu um caminhão de dinheiro pela transmissão do Futebol, foi justamente o nosso Corinthians do Seu Andrés o primeiro a implodir com a negociação...

* * * * *


segunda-feira, 21 de julho de 2014

Algo me diz que podemos ser campeões...

Como já é do conhecimento de todos, os planos “maquiavélicos” da Búlgara Usurpadora e do Molusco Escarlate de fazerem o Brasil hexacampeão não deram certo, e o título ficou com a Alemanha – a quem coube a primazia de ser o primeiro selecionado europeu a conquistar a Copa em terras americanas.

 Confesso que fiquei contente. Ficaria mais contente se a Alemanha  atuasse com o seu uniforme tradicional, ou seja, com camisas brancas e calções pretos – parecido com o de um time que nunca está na moda, mas que é foda e incomoda. Além do uniforme,  existe uma outra semelhança. Assim como o time formado por operários, o time alemão não desiste nunca. Os amigos poderão colher na história reações espetaculares  dessa seleção. Em 1954 perdiam a decisão por 2x0 da Hungria e venceram de virada por 3x2. Em 1982 perdiam na prorrogação por 3x1 da França e conseguiram reagir. Enfim....

Andaram comparando um freguês nosso, o exemplar Vila Sonia, com o time alemão só porque venceu o time do Bahia. Quanta pretensão!  O golpe de realidade veio com a derrota de sábado, para a simpática Chapecoense - que apresenta como credencial o fato de nunca ter perdido para um grande de São Paulo, exceto o Corinthians, é claro. 

E quais são nossas perspectivas para este resto de campeonato? Acho que são boas. Apesar de não termos boa parte daquele time que ganhou quase tudo – só faltou a Copa do Brasil - , pois perdemos Alessandro, Paulo André, Emerson (isto sem contar com Paulinho e Jorge Henrique),  o time que o Mano montou me parece em condições de brigar pelo título. Temos ai o Petros, que está sendo uma grata surpresa, o Elias, que  dispensa apresentações, o Anderson, que chega para dar aquela tranqüilidade que o Cléber parece não proporcionar, o Angel Romero, que pode ser uma reedição do Herrera...

As perspectivas são boas também se  considerarmos a nossa colocação – praticamente na cola do Cruzeiro - e que não existe nenhum bicho papão na atual conjuntura futebolística. Assim é possível que o Mano consiga conquistar aquilo que deixou de conquistar há quatro anos porque preferiu a aventura de treinar a seleção brasileira. Fez todo um trabalho de reformulação,  enfrentando seleções de primeira linha e, lógico, não obteve os resultados esperados.  Enfrentar seleções de primeira linha num período de renovação eu considero como “suicídio”. E quando já estava com a seleção nos cascos, foi dispensado pela dupla sinistra que manda no futebol brasileiro.  Tirando o orgulho de ter comandado a “canarinho”, não creio que o Mano tenha feito uma boa troca em 2010.  Poderia ter hoje no currículo um título de  campeão brasileiro e ninguém iria dizer que jamais ganhou algo de importante na vida.  Soma-se ao que foi escrito o fato de geralmente nos darmos bem em ano nos quais a seleção se deu mal. Foi assim em 1982, 1990 e 1998.

E pra finalizar este “post”: enfim vencemos na nossa casa. Bastaram dois insucessos na nova moradia para que os antis  soltassem piadinhas de mau gosto a respeito do saudoso Doutor Osmar. Disseram que ele morreu sem nunca ter visto o Timão vencer em casa. Em compensação ele cansou de ver o time que amava fazendo a festa naquele mausoléu desprezado pela FIFA. Dr Osmar vai deixar muitas saudades. 

Assim, com razão ou sem razão, o Corinthians tem sempre razão.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Uma retrospectiva das últimas semanas...

O que esperar deste Corinthians de Mano Menezes? E o que esperar deste Mano Menezes? 

Pelo que se constata ultimamente, o treinador não atendeu às expectativas de quem o encarava como o avesso do técnico anterior - tido como retranqueiro visceral, definição que nunca contou com a minha concordância.  Passados 5 meses, o time ainda não ganhou uma configuração, ainda não se vê nele uma "personalidade" estabelecida. Como costumam dizer os mais entendidos, o time ainda não tem um padrão de jogo definido.  Como também já foi dito por aí, o treinador tentou renegar o sistema do técnico anterior, mas logo percebeu que não poderia "negligenciar" de todo o sistema defensivo. A partir daí, parte daqueles torcedores empolgados com o vento de ofensivismo que atingiu a equipe no início da temporada passou a chamar o técnico atual de retranqueiro e a amaldiçoar a "escola gaucha de treinadores"! 

E o time? O time não é ruim.  Está longe daquele time forte, coeso, que era quase invulnerável na defesa e, ao mesmo tempo, eficiente no ataque – isso nos melhores momentos da era Tite. Sim, apesar da propalada "retranquite", nosso ataque foi um dos melhores do CB-11 e da Cucaracha-12. O time atual também não chega perto daquele que o Mano teve à disposição entre 2009 e 2010.  Pode ficar mais forte, com a entrada de Elias e Lodeiro depois da Copa do Mundo. Se o Renato Augusto voltar a mostrar o futebol do ano passado, tiver uma sequência de jogos... Bom, aí teremos um meia para dividir com Jádson a responsabilidade de armar este time, a exemplo do que faziam Danilo e Alex em outros tempos. 
Por enquanto, é um time que ainda não dá para se apontar como favorito ao título. No entanto, está longe de ser cotado para o rebaixamento, pois o time atual é bem melhor do que aquele de 2007.

Nos últimos jogos, o que se viu foi um empate cedido ao Vila Sônia nos momentos derradeiros. Depois de um primeiro tempo monótono de ambas as partes, o Corinthians abriu a contagem no comecinho do segundo tempo. Teve em seguida uns dois ou três contra-ataques que poderiam ter consolidado a vitória, mas parou nisso. 
Petros teve a bola do jogo, mas não quis ou teve medo de se consagrar. Não foi um resultado ruim em se tratando de um clássico. 

Em seguida veio o amistoso contra o Furacão, na inauguração do estádio deles. Vitória que deixou muita gente iludida, sem levar em conta a situação do adversário então, que no segundo tempo o técnico deles mudou o time todo. Tudo bem que o Timão estava lá com praticamente seu time reserva...

O fato é que o amistoso deixou uma expectativa que não foi confirmada justo no jogo de inauguração da nova Arena. Diante de um Figueirense que ostentava a última colocação, o Timão tropeçou. Além do futebol apático de alguns jogadores - da maioria deles - e dos erros cometidos pelo nosso treinador, coloco na balança o fato de que jogos precedidos de festejos sempre trazem nhaca para o Timão. Mano passou a ser execrado por este "vexame" histórico. 
Ok, quando formos ao futuro, veremos que a inauguração do estádio foi com derrota e que a honra de ter marcado um gol ali não foi de um jogador nosso, mas do adversário - do modesto Figueirense.  Entretanto, creio que veremos também muitas vitórias sensacionais e muitos títulos conquistados com a marca corinthiana!

Em seguida, mostrando que aquela amistoso não serve de parâmetro e que futebol é uma caixinha de surpresas, mesmo jogando em casa não passamos de um empate com o Atlético Paranaense. E, por fim, reforçando o que foi escrito sobre a imprevisibilidade do futebol, o Timão arrancou uma vitória extraordinária no Recife, diante  do Sport. Para se ter uma idéia do quanto é difícil vencer lá, as duas últimas vitórias corinthianas  ocorreram em 1998 e em 1976! A vitoria obtida em 1998 se deu graças a dois gols de bola parada, sendo que um deles foi num pênalti cuja cobrança tirou o Profexô Madureira do sério. Já o triunfo de 1976 foi importantíssimo, pois garantiu a classificação do time para a terceira fase do Campeonato Brasileiro daquele ano. Não fosse a vitória, o Timão estaria eliminado  – assim como o foram naquela temporada o Cruzeiro, o Botafogo, o Vila Sônia e o Manjubinha. Não fosse essa vitória rara, não haveria a famosa invasão ao  Maracanã. 
E o jogo de ontem? É daqueles que acendem uma  certa esperança, mas que deve ser visto com ressalvas, dado a fragilidade da equipe adversária. Porém, é promissor ver o time jogando com um a mais  e aproveitando a vantagem  – algo que muitas vezes deixou de ocorrer. Jádson me parece voltando à boa forma. Romarinho desandou a fazer gols. Petros mostra o quanto é importante taticamente, ajudando na marcação. Bruno Henrique aos poucos vai ganhando seu lugar no time e ganhando a preferência da torcida na disputa com Guilherme. 
Só falta arrumar o setor defensivo, setor onde Fagner e Cléber não inspiram muita confiança.

------------------------------------------

A imprensa abutre continua fazendo das suas. A revista (V)Exame publicou uma matéria bem escrota sobre o nosso novo estádio - matéria já devidamente respondida pela diretoria. E um outro jornal, cujo nome me esqueci, estampou em suas páginas a manchete na qual se lia que ex-goleiro do Timão chegou atrasado ao treino do Flamengo! Até isso eles usam.

Mas....


Com razão ou sem razão, o Corinthians tem sempre razão!

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Sobre o novo stadium...

Nosso querido Imperador, conselheiro vitalício desta Jihad e corinthiano de quatro costados, esteve ontem no novo e extraterreno stadium do New Corinthians e, como de costume, deixou um depoimento visceral para os colegas do blog.

Por considerá-lo relevante demais para que permaneça apenas na zona de comentários, tomo a liberdade de reproduzi-lo em partes:


(...) Bom, falemos do entorno do estádio e é... um lixo! Comparado ao Pacaembu é um lixo. Se você passar mal do lado de fora, se fudeu, vai morrer, não tem nada; você tá em Itaquera e lá não tem nada. Talvez tenha na Copa mas, do ponto de vista de jogos do Corinthians, vai ser osso.
É trampo para ir, para vir, lugar ermo, longe do planeta todo. Honestamente, estou preocupado, pois nós sempre sabemos e reconhecemos quem vai direto aos jogos e ficou difícil para todos.

Agora, falemos do interior. Bem, aqui vai um adendo, pois se você quiser experimentar o que eu experimentei hoje, vai ter que comparecer lá para conferir... Sim, o clima... o clima é sobrenatural, é o mínimo que posso descrever. O ponto forte é sem dúvida a acústica do lugar. E exatamente tudo, tudo mesmo, é de primeiro mundo: iluminação, lanchonetes, campo... tudo! 
Assisti o jogo da arquibancada superior e, para quem já foi, é como o Morumbi, só que bem mais perto. Dois puta telões... som... cadeira... mármores... muito bonito mesmo! 

Porém, o povo brasileiro terá que se acostumar com aquele tipo de arquitetura para assistir aos jogos. 

(...)

Sim, o lugar é mágico e, de verdade, é nossa casa; tem espírito de que mora ali, é um estádio de bairro argentino no meio do nosso coração. Em uma Libertadores, aquela porra vai ter combustão espontânea. Quando a torcida grita, o teu coração vem na garganta... literalmente. Muito barulho... muito!

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Seleções

1- Sábado foi dia de festa na nossa Arena, a torcida pôde rever lendários heróis de 1977, como Tobias, Zé Maria, Zé Eduardo, Wladimir, Basílio, Palhinha e Geraldão; se reencontrar com parte da turma da democracia:  Alfinete, Juninho, Mauro, Biro-Biro, Zenon, Ataliba, Eduardo Amorin; matar saudades daqueles que nos deram títulos nacionais sem precisar apelar para dossiês - Ronaldo, Marcelo Dijan, Nenê, Sylvinho, Wilson Mano, Marcio Bittencourt,  Ezequiel, Tupãzinho, Neto, Paulo Sérgio, Fernando Baiano, Liedson; rever legítimos campeões do mundo, reconhecidos pela entidade que tem o direito de fazê-lo: Fabio Luciano, Vampeta, Edu Gaspar, Rincón, Ricardinho, Dinei, Luizão, Marcelinho Carioca, Edilson.

Todos foram  bem  recebidos - até mesmo aqueles com passagens meteóricas, pálidas, decepcionantes.

Todos menos um.

O lateral esquerdo Kléber talvez não tivesse uma recepção amistosa. Ele, que deve ter sido o melhor dos sucessores do Wladimir, jogou tudo fora ao querer fazer média com a torcida (?) do time litorâneo. Mostrou uma tremenda ingratidão com o time que o revelou. E isto a torcida não perdoa. Rafael Camarota, por um dia ter gritado uma espécie de "cadê o Corinthians?" também está marcado pela torcida, mas o caso dele me parece menos grave do que o do lateral esquerdo.  

E aí pessoal: o Kléber merecia perdão?

Tirando este porém, foi uma festa pra lá de bonita! Invejo quem pôde estar lá. Olhar para o Basílio e rever aquele gol sofrido de 77; olhar para o Tupãzinho e recordar aquela entortada humilhante que ele deu no zagueiro dos bambis....  Ah, como diz o rei Roberto Carlos: são tantas emoções.


(Da seleção da República da Nação Corinthiana para a seleção do Felipão...)

2- Eu acho que a seleção deveria ter um goleiro que transmitisse segurança. Nesse caso, eu não vejo outro que não seja o Cássio! Nas laterais, jogadores de responsa. Ai é fácil: Fagner de um lado e Fabio Santos do outro. Tem de ser muito Felipão para não enxergar o óbvio: contra os branquelões da Europa, nada mais apropriado que uma mini muralha negra. É Cléber e Gil, sem discussão. 
Todo time precisa de um cara que faça o papel de cão de guarda para a defesa, que diminua o trabalho dos homens de zaga. O mais indicado para isso atende pelo nome de Ralf. Para evitar insinuações de que eu estou protegendo um certo time, afirmo que o segundo volante deveria ser o Paulinho. Como meias ofensivos, tem de ser muito cego para não enxergar que o Danilo é fundamental por causa de sua enorme experiência em Copas do Mundo. O outro meia pode ser qualquer um: até aquele moço que começou no Imaculado. Digo isto porque aquele que seria titular absoluto, vive no DM. É claro que estou falando do Renato Augusto. Quem mais seria? 
No ataque, o Guerrero poderia ser naturalizado, mas é uma pena que ele já tenha atuado pela seleção peruana. Completando o time, já que o Romarinho não mostra firmeza, coloca aquele moço que joga pelo nosso freguês da Catalunha. Mas sem aquelas dancinhas ridículas!

* Legal ver os nomes de Jô e Willian na lista do Felipone. Prova de que a nossa base pode gerar bons frutos. Jô não é nenhum craque, mas é muito melhor do que muitos que envergaram a camisa 9! E tem o Paulinho que eu considero como representante devido a sua identificação com o clube.

** Se jogar com o uniforme tradicional, a Alemanha tem a minha simpatia!



(Com razão ou sem razão, o Corinthians tem sempre razão!)

terça-feira, 6 de maio de 2014

Pitacos

Liderança - Três rodadas, duas vitórias, nenhum gol tomado e líder invicto. Mas acredito que, como eu, poucos corinthianos devem ter se empolgado com o início de campeonato do Timão. Pouca criação de jogadas, raras chances de gol e até momentos de sufoco contra times de qualidade duvidável. Confesso que esperava mais dessa pausa forçada pós-eliminação do Paulista.

Defesa - A boa notícia é a volta do bom desempenho da nossa defesa, intransponível já a sete partidas. Boa notícia? Traumas e medo do retorno de uma defensibilidade exagerada à parte, acredito que seja, sim. Penso que tenha ficado bem claro, no início do ano, a tentativa do Mano em pular etapas na reconstrução do time, aproveitando-se do esquema defensivo de seu antecessor - o que, como todos pudemos ver, acabou sendo um erro grave de avaliação. Tudo leva a crer que o próprio Mano entendeu a situação sob essa ótica e resolveu priorizar justamente esse setor (base para qualquer boa equipe) nessa primeira inter-temporada do ano, para então evoluirmos ao longo do ano. Sendo realmente essa a ideia, a primeira meta foi aparentemente cumprida. A segunda que é um pouco mais complicada...

Meias - Claro que temos vários fatores que possam contribuir para uma possível melhora (Guerrero voltando a fazer gols, expectativa pela dinâmica que o Elias possa trazer ao nosso meio, etc.) Mas é bem provável que não tenhamos evolução alguma se nossos meias não jogarem bem. Que Jadson teremos, o do início eletrizante no Corinthians, ou o apático jogador dos bambis? Renato Augusto é minimamente confiável para se pensar um esquema com ele, ou o negócio é assumirmos que ele não pode ser mais do que uma ótima opção de banco, quando apto a jogar? Será que o Mano vai saber lançar o Zé Paulo aos poucos, sem queimá-lo (como quase fez no início do ano, em um momento de desespero)? O que acontece afinal com o peruano Ramires, que chegou a ter chances no Paulista e depois, como sempre, sumiu do mapa? Será que o Douglas ainda não tinha lenha pra queimar (já que, assim como o Danilo, era um jogador disposto a compor o elenco, mesmo que no banco, entrando em momentos específicos)? Tantas incógnitas em um setor tão crucial faz do próprio Timão uma incógnita para esse ano.

Selecionabilidade - Confesso que a ideia me agrada, mesmo eu tendo sido favorável à substituição do Adenor no ano passado. Sou meio ciumento com quem fez história no Timão, e com isso não corremos o risco de vê-lo treinando porcos ou bambis. 

Dúvida - Acredito que todos aqui devam estar acompanhando a empolgante campanha do Atlético de Madri que, mesmo lutando contra gigantes de orçamentos estratosféricos, garantiu sua vaga na finalíssima, e busca vencer pela primeira vez o título de campeão europeu. Mas peraí! Primeira? Como assim, se o Atlético de Madri já venceu a extinta Copa Intercontinental (antes de virar Copa Jipe), copa essa que parte da população brasileira (e apenas eles, dentre mais de 6 bilhões de habitantes no planeta) insiste em chamar de mundial? Quer dizer que dava pra ganhar o tal amistoso de luxo sem antes vencer o campeonato em seu continente? E isso não era pré-requisito indispensável para que alguém possa se auto proclamar campeão mundial? Fiquei confuso. Por favor, façam essa pergunta a seus amigos bambis e me ajudem a resolver esse enigma.

domingo, 27 de abril de 2014

Pacaembu


Eu imagino o torcedor - aquele tradicional frequentador de arquibancada do municipal - passando em frente ao estádio e "ouvindo" o alarido da torcida. "Timão ê ô! Timão ê ô!"; "Corinthians minha vida, Corinthians minha história, Corinthians, meu amor". Fatalmente, lágrimas deslizarão pela face desse nosso amigo, ou melhor, desse nosso mano. É como passar por aquele terreno, no qual existia a casa na qual se passou a infância, e que hoje foi trocada por um arranha-céu ou por algumas lojas.

É olhar uma parte da sua existência que se foi.  Recordar as doces vitórias e as amargas derrotas. Ah, o gol do Sicupira! Ah, o gol do Bernardo! Ah, o gol do Marcelinho! Ah, aquela reação fantástica contra o Imaculado, com Everton (o primeiro da série) levando a galera à loucura. Ah, aquela virada sobre o Atlético Mineiro! O título de campeão brasileiro, justo no dia em que um dos reis do estádio havia partido. Estou falando do Sócrates! A conquista épica da América...

"Engraçado", o Pacaembu é um estádio público, ou seja, de todos, mas é como se ele tivesse um dono - não de direito, mas de fato. Acho que se as arquibancadas tivessem o dom da fala, suplicariam: "meu amor, não me abandone!" O placar eletrônico vibra quando pode assinalar um gol do time do povo e sofre quando o gol é do adversário.

Eu fui poucas vezes ao estádio. Três vezes, para ser mais exato. A primeira em 1990, quando, com um gol de Tupãzinho, vencemos o Novorizontino por 1x0. A segunda em 1993, quando viramos sobre o Noroeste de Bauru por 4x1. Foi uma partida em que o Bobô - aquele que começou na Catuense - entrou e foi o nome dela. Foi uma tarde de sábado e nesse jogo o Marques sofreu uma grave contusão, que o tirou de combate pelo resto da temporada. A última foi em 1994, quando mais uma vez vencemos, desta vez o Criciúma, por 3x2.

Bom, todos aqui devem ter um momento marcante vivido no interior deste que é o mais simpático estádio do estado. Compartilhe com a gente o seu momento marcante, o seu jogo especial.....

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Abutres

Pegando gancho de um comentário feito pelo fundador da Jihad, venho aqui tratar de um tema que acredito ser importante  para a prática do corinthianismo. Trata-se da abutragem. Esta é uma espécie existente dentro do jornalismo esportivo. Seu papel é apresentar uma imagem negativa do time do povo e fazer as previsões mais nebulosas possíveis. O negócio do abutre é falar mal do Corinthians, não importa se aquilo que está sendo falado esteja distante da realidade, contrarie a lógica, conspire contra o retrospecto, violente as estatísticas.

Os sentidos de um abutre são seletivos. Se num jogo do Corinthians o atacante adversário for lançado em condição de impedimento, for derrubado dentro da área e o juiz não assinalar o pênalti, ele não irá falar da primeira irregularidade e sim da segunda. Evidente que não se pode generalizar. Este lance fictício lembra uma das criações de um dos mais representativos exemplares desta espécie que é o “mito do apito amigo”.  Não que o Corinthians nunca tenha sido favorecido por erros de arbitragem. Pelo que andei lendo, em 75 o Corintians chegou as finais do paulistão daquele ano porque o juiz anulou um gol legítimo do Guarani legítimo diante do Botafogo. Também posso citar, o gol impedido do Biro-Biro diante do Imaculado do Jardim Leonor em 1988.  No entanto, o tal “apito amigo” funciona para todos os clubes considerados como grandes. E o Corinthians já foi por diversas vezes prejudicado. O tal do “apito amigo corinthiano” deve ter sido criado para pressionar os juízes a, na dúvida, apitarem contra o Corinthians ou para justificar os erros cometidos contra o Corinthians.  “É verdade, o juiz errou contra o Corinthians, mas ao longo da história vocês foram muitíssimo beneficiados”- é  o discurso pronto dos anticorinthianos.  Mas, se você pedir para ele fazer um levantamento a respeito.....

A abutragem ficou mais ouriçada com a construção do nosso terceiro estádio.  A gritaria contra a obra ganhou força com a trágica morte de três operários. Entre tantos, um outro abutre de ponta chamou o estádio do Corinthians de “amaldiçoado”. Por este prisma podemos considerar que muitas construções existentes no país são “amaldiçoadas” devido à ocorrência de acidentes fatais que apresentaram.  Estas tragédias deixam a abutragem ouriçada e soma-se a idéia enraizada de que o clube ganhou “de grátis” um novo estádio. Entre os muitos apelidos depreciativos está o “isentão”. Os mesmos que manifestam uma indignação tremenda diante da nossa nova casa, se silenciam a respeito da forma como foi levantada a nossa antiga casa de festas. Domingo eu vi um artigo no qual era dito que o historiador do Imaculado afirmou que não houve dinheiro público na construção do tal estádio. Ou seja, para a imprensa purpurinada, basta o historiador do clube afirmar tal coisa que já está tudo esclarecido. Quanto ao Corinthians não adianta explicar toda a engenharia financeira.

Tem os abutres canastrões. Exemplos evidentes desta espécie são Renata Fan(farrona) e Denilson(so). Caíram em prantos diante da morte do torcedor boliviano, mas não demonstram tal sentimento diante da morte de torcedores brasileiros.

Não podemos nos esquecer daqueles abutres que sempre procuraram reforçar a fama de “marginal”, de “criminoso” do Corinthians. Recentemente o meia Piá foi preso com objetos de roubo a caixas eletrônicos. Piá teve uma passagem relâmpago pelo Timão. No entanto.... estava lá nas manchetes. O caso mais grave foi o do meia Rincón, preso anos atrás por envolvimento com o tráfico. O portal que noticiou o fato não considerou que o jogador, em sua carreira, teve passagem por clubes supostamente muito mais importantes do que o Corinthians: Real Madrid e Manjubinha. Ele foi apresentado como ex-jogador de quem mesmo?

Para muitos, isto pode parecer complexo de perseguição, mi-mi-mi.....

Para outros pode parecer algo muito sério que merece uma resposta dura por parte da nossa diretoria.

Mas se a diretoria não reage, a torcida o faz. Lá na página da Resistência Corinthiana foi criado o troféu Abutre de Ouro que será entregue ao jornalista que mais se destacar na perseguição ao Corinthians.  Entre os candidatos estão Mauro César Pereira, Ricardo Perrone, Cosme Rímoli, Otavio Frias, Milton Neves, Paulinho do Blog, Renata Fan, Juca Kfouri, Rodrigo Matos, Fernando Sampaio, Odir Cunha, Renato Mauricio Prado, José Trajano....... Quem conhece a página já deve ter votado nesta importante enquete. Quem não conhece, recomendo.

Ah! Eu estava me esquecendo do “abutre amigo”. Tem o Jucão, que garantiu que a abertura da Copa seria em Pirituba e o Neto, que disse merda a respeito da volta do Elias, diga-se de passaji. 


Com razão ou sem razão, o Corinthians tem sempre razão.

segunda-feira, 31 de março de 2014

domingo, 23 de março de 2014

Na vitrola

Por aqui, mais conhecida como trilha de um famoso - e ótimo - seriado dos anos 80...

terça-feira, 18 de março de 2014

Foi engano. Paulistão agora só no próximo ano.

O gosto amargo de uma eliminação no campeonato paulista! A gente já experimentou isto em outras temporadas, mas....  Em outras  circunstâncias e com “cores” menos vergonhosas. Domingo, um 0x0 afastou o Corinthians da luta pelo bicampeonato.  Mesmo com Jádson e sem Emerson,  não conseguiu  obter a vitória que o manteria na briga por uma vaguinha na próxima fase.  Há  35 anos atrás, um outro empate sem abertura de contagem acabava com a esperança de um outro bicampeonato. A diferença sutil é que naquela oportunidade o adversário era o Guarani legítimo, simplesmente o  então campeão brasileiro.  Avançando um pouco no tempo, em 1983, a Fiel via o seu time massacrar o Flamengo de Zico e Cia.  Era o time do Doutor, mas naquele dia quem brilhou, se não me engano, foi o Zenon.  Só que, para a classificação, a gente dependia  do Guarani  segurar  o Goiás no Brinco  de Ouro. Não segurou. Teve aquela sensação  de ver realizado  o sonho de ser campeão brasileiro mais uma vez adiado. No entanto, teve aquele orgulho de ver que o time tinha feito a sua parte. Ontem mais uma vez dependíamos do esforço alheio. Só que  não fizemos a nossa parte.

Que os Bambis vão entregar sempre que puderem prejudicar o Timão, irão. E sempre usarão  como desculpa o famoso jogo em que o Felipe não se esforçou para defender aquele pênalti.  Então, baseado nessa premissa, todo responsável pelo departamento profissional já deve olhar a tabela do campeonato e se precaver. 

Voltando às minhas reminiscências, naquela tarde de quinta feira (ou teria sido numa quarta? Eu sei que o jogo foi à tarde num meio de semana), quando o juiz trilou o apito e decretou que o Timão estava fora, eu chorei. Tinha 12 anos.  Hoje eu vejo muita gente dizendo que ser eliminado foi até bom porque agora o time vai ter mais tempo para se preparar, o Mano vai poder trabalhar com mais tranqüilidade visando aquilo que interessa,  ou seja, para as competições que “premiam” vaga na mais “fantástica” competição futebolística: a Cucaracha.  Mas é uma insatisfação que será aplacada com a conquista de um título qualquer ao longo da temporada. Nada como um campeonato ganho para fazer esquecer um perdido.

Fomos eliminados. De quem é a culpa? Da diretoria, que não promoveu a renovação que este  time a muito vem exigindo. Contratar até que a diretoria contratou, mas pelo visto alguns dos reforços não corresponderam. Por falar em reforços, por que o outro Guilherme não é aproveitado? 
Do técnico, que é bom, mas também não é tudo aquilo;  que já poderia ter afastado alguns “paneleiros” do elenco,  insistido menos com determinados jogadores . Lembrando que ele não é o maior responsável e que, se lhe for dado o mesmo tempo que ele próprio teve em 2008, pode pintar coisa boa com o passar do tempo. De alguns jogadores, que ainda não entenderam o que é jogar no Corinthians. E, por que não?, nossa por não cobrar este time e esta diretoria da forma como deve ser cobrada.

-------------------------------------------------------

1- O  “Não vai ter Copa” vem acompanhado de um anticorinthianismo doentio.  Muitos aderiram ao movimento incomodados  com a construção do novo estádio corinthiano. Mesmo que se explique a engenharia financeira para a construção da obra, eles sempre irão dizer  que foi dado pelo governo e que com este dinheiro poderia se investir em saúde, educação, transporte, casas populares....

2- Sábado dia 22 vai ter a reedição da nefasta marcha, aquela que apoiou o golpe militar de 64. É interessante notar que, se de um lado a nossa diretoria apoiou os golpistas, do outro a torcida esteve no lado oposto, inclusive estendendo faixas pedindo anistia ampla geral e irrestrita num clássico diante do Manjubinha.


(Com razão ou sem razão, o Corinthians tem sempre razão)