sábado, 30 de março de 2013

Nos 2 lados do Atlântico...

Foi aberta, neste fim-de-semana, a temporada de caça!







Todos os méritos ao meu bróder Ezekk, sempre brilhante.

Na vitrola

sexta-feira, 29 de março de 2013

Jihad global

Ontem à noite, a Rede Globo veiculou uma constrangedora apelativa propaganda institucional, (pessimamente) disfarçada de programa. Ao longo de 60 minutos, literalmente todo o casting da emissora teve que suar sangue por sua fonte pagadora.
Quem viu a parada ficou com a impressão de que os contratos da Globo contêm uma espécie de  cláusula Jihad: se avistar o Olho de Thundera nos céus, já sabe...

quinta-feira, 28 de março de 2013

Corinthians 1 x 1 Penapolense: sim, é essa mixaria aí, mesmo...

É... não tem jeito: o ritmo do Coringão no Campeonato Paulista é esse aí, mesmo - e teremos que nos conformar.

Pior que jogos como este, nos quais o time demonstra tamanha displicência, não nos inspiram sequer a cornetar. Até mesmo esse sagrado direito os caras nos tiram, ao agirem com tal desinteresse.
Dedicarei ao pós-jogo a mesma vontade com que o time se doou à partida, portanto...

E agora, pelo visto, só o que nos resta é torcer para que, garantida a classificação, na fase decisiva o empenho dos jogadores seja um pouquinho maior. E que, no Brasileirão, onde toda e qualquer partida vale os mesmos 3 pontos, o time entre aceso desde a primeira rodada.

Ou será que estamos nos bambinizando, virando mais um “timinho de Libertadores”?

Essa várzea sul-americana, evidentemente, desperta nosso interesse; mas será mesmo a única coisa que interessa?

E o Fiel Torcedor, como fica? Aquele lá, que compra uns 35 ingressos por ano, vai ao estádio sob chuva e frio, paga 5 pilas num pão murcho com salsicha, passa 95 minutos se esgoelando e volta para casa uma e pouco da manhã: será que esse cara merece, somente, 16 partidas por ano disputadas em alto nível??
Lembrando que, para a grande maioria dos fiéis, 9 delas ainda terão de ser acompanhadas apenas pela TV...

Será isso, então? São perguntas...

E você, o que pensa disso? Aproveite e responda à enquete ao lado.

* * * * *

Se o Timão continuar com essa pegada (sic) no Paulista, talvez valha mais a pena irmos aos próximos jogos da porcada.

Ao menos, rendem boas gargalhadas...

quarta-feira, 27 de março de 2013

Agora, fiquei confuso...

Grande assunto do dia: para deleite da abutraiada, finalmente foram revelados os termos do contrato de patrocínio firmado entre a Caixa Econômica Federal e o Timão.

Entre outras exigências de praxe, como a entrega de até 3.600 camisas por ano ao parceiro e a reserva de uma cota de ingressos nos jogos em que atuar como mandante, duas cláusulas chamam bastante a atenção.

A primeira delas é a que impõe uma multa de R$ 3,1 milhões caso o logo da empresa deixe de ser exibido por algum motivo. Assim, compete ao clube policiar para que nenhum jogador, por exemplo, comemore um gol envolvendo o rosto com a camisa, de modo a esconder a marca.
Nunca tive acesso a nenhum outro contrato de patrocínio esportivo (portanto posso estar falando bobagem), mas algo me diz que isso não é corriqueiro.

A outra, mais tensa, porém compreensível, prevê rompimento unilateral do contrato e penalização no valor integral do patrocínio (R$ 31 milhões), caso jogadores e/ou funcionários do clube venham a dar declarações de "caráter negativo ou pejorativo" sobre o banco.

E, com tudo isso, acabei ficando confuso. Afinal, com exigências tão rígidas quanto à boa exposição da marca, fica até parecendo que o banco estatal está realmente sujeito às mesmas regras de mercado que seus concorrentes privados, não?

Mas.... não era esmola do Governo?!?!?

De volta ao velho Paca!

Impedido, por questões particulares, de ir aos jogos contra Ituano e Barbarense (e isso com o ingresso comprado!), eu já andava até saudoso do bom e velho Paulo Machado de Carvalho...

Mas, enfim, após mais duas rodadas longe de casa, o Timão voltará hoje à noite ao gramado do Pacaembu, onde recebe a poderosa Penapolense, em partida válida pela 15ª rodada do Campeonato Paulista.

O adversário faz campanha irregular (6V, 2E e 6D) e, com isso, ocupa a 9ª colocação na tabela - distante apenas um ponto da zona de classificação para a fase decisiva do Regional.
Portanto, jamais percamos de vista que eles têm motivos para sonhar. Mesmo jogando em casa, convém não vacilarmos, como vimos fazendo ao longo de todo o campeonato...

Com Cássio, Renato Augusto, Douglas e até o garoto Igor (de apenas 20 anos) contundidos, e ainda sem poder contar com os retornos de Pato e Paulinho, o técnico Tite – que, não bastasse, optou por poupar Alessandro, Gil, Ralf e Danilo – terá de mandar a campo uma equipe completamente desfigurada.

Desta forma, iremos hoje com Julio César no gol (proteja, Senhor!), Edenílson, Chicão, Paulo André e Fábio Santos (acode, Jesus!!); os dois Guilhermes na proteção à zaga; o trio Jorge Henrique, Romarinho e Emerson na armação das jogadas (!) e, para empurrar la pelota, o siempre peligroso Paolo Guerrero.

Sobretudo do meio para a frente, trata-se de uma formação estranhíssima. Contudo, ainda assim, muito, mas MUITO superior aos comandados do técnico Pintado - aquele mesmo, o volantão bola pro mato do Seu Telê.

Aposto em 2 a 0, construídos ainda no primeiro tempo, e numa segunda etapa de dar sono.

VAI CORINTHIANS!

* * * * *


Com Igor afastado por 30 dias e Dodô Denner ainda se recuperando de cirurgia, voltamos à incômoda situação de ter que rezar diariamente pela boa saúde de Fábio Santos. Qualquer problema por ali (toc toc toc), e o Seu Adenor precisaria improvisar alguém pela esquerda – possivelmente, Guilherme Andrade.


Sai, zica, dos arredores do Parque!!

segunda-feira, 25 de março de 2013

A 636 Cole Street da internet

"Ide sempre à casa de vosso inimigo, a fim de vos abastecerdes de artilharia."

Provocado acerca da "incoerência" por detrás do fato de um ferrenho anticlerical como ele freqüentar assiduamente as bibliotecas da Igreja, assim teria respondido Voltaire.

Comparações heréticas à parte (com o perdão pelo infame trocadilho), creio poder afirmar que, em minhas andanças corinthianistas pela internet, procuro fazer o mesmo.

E, em meio ao infindável maremoto anti-corinthiano que temos à nossa disposição, um dos pobres infelizes que optei por acompanhar foi o auto-proclamado Ombudsman do Santos: um torcedorzinho facista que, apoiado por sua horda de almas penadas, vive de - semana sim, outra também - difamar o maior e mais importante clube das Américas.
De vez em quando, talvez para não dar bandeira, em seu blog também se fala dos Pequeninos da Vila - mas é raro...

Odir Cunha, em foto recente


Quem, por escárnio, acompanha o blog do tal de Odir Cunha, bem sabe que as pessoas por lá vivem num mundo paralelo.

Chega a dar pena.

Lá, notórios anti-corinthianos como José Maria Marin e Marco Polo Del Nero, por exemplo, são alçados à condição de paladinos do Corinthianismo. Lá, uma emissora de TV rema na contra-mão dos interesses mercadológicos, preferindo transmitir jogos de "menor audiência" apenas por seu obscuro interesse em privilegiar um determinado time - eleito por ela, sabe Deus por que, para encabeçar um imaginado projeto de "espanholização" do futebol nacional. Lá, o Governo Federal, aparentemente sem mais com que se preocupar, usa todo o peso da máquina estatal para alavancar as conquistas de um clube de futebol. Lá, o único critério confiável para quantificar as torcidas é, vejam só!, o ranking da  fracassada loteria Timemania (coincidentemente, o único onde os Pequeninos da Baixada aparecem bem colocados).
Lá, dois clubes não podem ser considerados campeões mundiais num mesmo ano, o de 2000; contudo, um mesmo time pôde conquistar dois campeonatos brasileiros somente no ano de 1967.

Seria apenas engraçado, não houvesse um componente trágico nisso tudo: foi precisamente a esse lunático que a CBF confiou a tarefa de reescrever a história do futebol brasileiro...

Lamentável. Só poderia ter dado na tragédia que, de fato, deu.

Rezemos, pois, uma Ave-Maria pela alma desse pobre diabo...

Guarani (o original) 0 x 1 Corinthians: mais uma goleada titeana


Não há muito que se possa dizer a respeito de jogos como o de ontem.

Logo ao seis do primeiro tempo, em ótimo passe de Emerson Sheik, Paolo Siempre Peligroso Guerrero abre o placar, dando pinta de que a chuva de gols antevista por este blog realmente se concretizaria.

Porém, a partir daí, ao invés de se aproveitarem da EXTREMA FRAGILIDADE do adversário, aplicando a tal sonora e convincente goleada (ou, numa hipótese mais modesta, ao menos marcando outro golzinho ainda no primeiro tempo, o que praticamente finalizaria a peleja), os comandados do Seu Adenor optaram por administrar mais uma das famosas “goleadas titeanas”.
E, com isso, brindaram-nos com o indescritível privilégio de vermos nosso campeão mundial, em vários momentos, ser pressionado por um deprimente morto-vivo - que, a essa altura, já tem ambos os pés na Série A2 do combalido Campeonato Paulista.

E, como desgraça pouca é bobagem, ainda perdemos Petr Cássio e Renato Augusto por contusão. O goleiro, de acordo com o DM, preocupa menos; já Renato - até aqui, o melhor jogador do Timão na temporada - deverá ficar no estaleiro por, no mínimo, 30 dias.

Fora a tempestade dos diabos que caiu no final da partida, com direito até a granizo...

Enfim: joguinho para se esquecer, mesmo.

Porém, como até mesmo em peladas desse nível é possível garimpar algo de proveitoso, convém registrar a ótima atuação do garoto Igor - que, se o Tite for mesmo tão coerente quanto diz, em breve mandará Fábio Santos para o banco.

Ralf e Gil também mantiveram o bom nível das últimas atuações.

De resto, somem-se 3 pontos. E segue o enterro...

domingo, 24 de março de 2013

Hoje, contra a Matriz

Hoje, o Timão vai a Campinas, terra de cabra macho, desafiar o Guarani do Interior. 

A Matriz, tal como sua filial paulistana, parece ter pego gosto pelas divisões inferiores do futebol nacional. Freqüenta a zona da degola de todos os campeonatos de que participa - e o Paulista 2013 não poderia ser exceção.

E, diante de um adversário tão frágil, cuja defesa já sofreu 25 gols em 13 partidas disputadas, não podemos esperar outro resultado senão uma vitória maiúscula do Corinthians.

Mesmo porque, o Seu Adenor tem à disposição praticamente todos os titulares. Além de Petr Cássio, a Muralha do Parque, o Corinthians irá a campo com Alessandro, Gil, Paulo André e o promissor garoto Igor; Ralf, Guilherme, Danilo e Renato Augusto; Emerson e Guerrero.

Em condições normais de temperatura e pressão, é jogo para goleada. E, particularmente, torço para que ela surja dos pés de Emerson Sheik.

Quando da contratação de Alexandre Pato (um atacante evidentemente diferenciado, de toque de bola refinado), e com Paolo Guerrero anotando um tento por partida, muito se especulou sobre qual seria o comportamento do camisa 11. Até então, o jogador já havia demonstrado sérias dificuldades em aceitar o papel de coadjuvante - característica que, va bene, não necessariamente devemos considerar defeituosa.

Muitos - e fui um deles - apostaram que o atacante reagiria mal se mandado para a reserva. Que passaria a criar problemas extra-campo, a exigir a titularidade via imprensa (como fez o matusquela do Martinez), e que, por fim, tal como o abilolado argentino, acabaria por rescindir o contrato no meio do ano - indo encher as burras de dinheiro lá no Catar.

Porém, o que se viu nas últimas semanas nos permite sonhar com um cenário bem diferente desse. O desempenho do Sheik nas últimas partidas do Paulistão e até nos treinamentos (!) indica que ele parece ter assimilado o golpe. Tudo leva a crer que Emerson está disposto a lutar pela titularidade ao melhor estilo Tite: ralando a bunda no gramado e marcando gols.

Ok: gols não é bem o estilo Tite. Ainda mais assim, no plural. Mas considerem, digamos, licença poética.

E esse, meus caros, é o melhor cenário que poderíamos esperar para 2013: três atacantes de alto nível lutando por apenas duas vagas na equipe principal, sem acomodação alguma.
Mais o Romarinho, para entrar no segundo tempo e descadeirar os cabras.

Oxalá seja verdade!

Voltando ao jogo de hoje, convém lembrar que o excesso de empates acumulados no Paulista não nos autoriza mais a prosseguirmos na velha estratégia Titeana de sempre buscar um mísero pontinho fora, por mais pereba que o adversário seja. 

Na sétima colocação e faltando poucos jogos para a definição dos oito classificados, daqui para a frente só a vitória interessa.

* * * * *

Isso aqui ainda vai sobrar para nós, querem apostar? Ainda dirão que o mafioso russo foi morto numa conspiração envolvendo o clube do Parque São Jorge e os Illuminati.
Pensando bem, até eu gostei do roteiro. Acho que será o próximo a estampar a seção anti-corinthianas...

* * * * *

Pode parecer estranho, mas venho desenvolvendo um súbito interesse por esse nobre esporte, o curling.

sábado, 23 de março de 2013

Anti-corinthianas

Teorias conspiratórias que você ainda vai ouvir (*) por aí...


(*) Essa, aliás, eu já tive o desprazer de ouvir - o que me leva a refletir sobre se realmente é melhor isso do que ser surdo...


Na vitrola

quinta-feira, 21 de março de 2013

Não é favor!

Sim, foram três (03) longos anos, pois aquela desgraça usada no Brasileirão 2011, um dos uniformes mais horrorosos da história do Coringão, não pode, em hipótese alguma, ser considerada. 

Creimdeuspai!!


Listrada: respeito à tradição!


Aliás, para mim, um dos maiores problemas da (até aqui, ótima) gestão Andrés Sanchez / Mário Gobbi é justamente a perda da identidade visual corinthiana - um desnecessário desserviço prestado à Nação Alvinegra.

Afinal, desde a posse de Andrés, nos estertores do fatídico ano de 2007, cinco coleções já foram lançadas pelo Timão e sua fornecedora de material esportivo. Destas, apenas uma (!!!), a de 2009, exibia em seu fardamento reserva a sagrada camisa listrada, preferida por 8 em cada 10 torcedores.
O resto, não passava de um mero pedaço de pano preto...

Pior de tudo é a justificativa - jamais reconhecida, porém tampouco negada - para tal: as tradicionais listras brancas, vejam só, "brigariam" com os patrocínios (que, até ontem, eram inúmeros, transformando nosso manto num bizarro abadá de micareta).

Fora os pavorosos calções brancos, cujo uso, esporádico, já ocorria antes de 2008 - mas que, desde então, passaram a ser utilizados com uma freqüência assustadora. Assustador sobretudo porque, em diversas ocasiões, seu uso se faz absolutamente gratuito, desnecessário.

Calção branco é ceroula, uma coisa ridícula em times de futebol!!! Já os elegantes calções negros sempre nos distinguiram dos rivais de menor expressão: Guarani da Capital, Bicharada e Pequeninos da Vila.

Enfim, só o que espero é que o retorno do manto sagrado de 1954/1977 não seja encarado pela atual gestão como uma pequena concessão à torcida, apenas para que paremos de encher o saco por um ou dois anos - após os quais, ela voltaria a promover o estupro de nossas tradições.

Não se trata de um agrado aos torcedores, senhores cartolas. É obrigação!

Só sossegaremos, aliás, quando a identidade visual do Timão for estabelecida em estatuto, impedindo que, futuramente, nossos signos voltem a ser violados por aventureiros como vocês.

Gestores, bons ou maus, vaidosos ou discretos, felizmente, passam. O Time do Povo, em suas glórias e tradições, este sim é eterno!

Empatite incurável no Paulista

Ontem, contra o péssimo XV de Piracicaba, o Timão novamente mostrou aquela que vem sendo sua irritante marca registrada na disputa do Campeonato Paulista 2013: um ar blasé, absolutamente desinteressado pelo certame, típico de quem se acha capaz de resolver a partida a qualquer momento.

A absoluta falta de objetividade desse time remete, guardadas as devidas proporções, à chatinha da seleção espanhola na Copa 2010. Parece que o gol somente será válido se for entrando com bola e tudo. 

Chuta essa porra dessa bola, cacete! Alguém precisa assumir a responsa de finalizar a jogada, pois só pentear a criança não vai alterar o placar. 

Não parece óbvio, isso?! Pois é: para os comandados de Tite, não. 

Honrosa exceção feita a Emerson, é bem verdade. Tanto que seu gol saiu assim: num chute mascado, da meia-lua, daqueles para "experimentar o goleiro".

Fora que o Seu Adenor se equivocou na substituição com a qual almejava atear fogo na equipe: o ideal seria ter mantido Guerrero em campo, pois o irregular Romarinho 2013 não fazia boa partida.

A propósito, o Ricardo Taves decretou hoje em seu blog que Romarinho é jogador de segundo tempo, algo no qual eu sempre acreditei.

É deste mesmo blogueiro, aliás, a melhor frase do dia, em minha opinião: "se a fórmula do Paulista é ruim, a fórmula que o Corinthians utiliza para disputá-lo é ainda mais irritante".

Sétima colocação. E segue o enterro...

terça-feira, 19 de março de 2013

Sobre o futuro estádio em Itaquera

Ultimamente, Andrés Sanchez tem ameaçado: se o empréstimo (!) do BNDES e os CIDs da Prefeitura não saírem em alguns dias, as obras do futuro estádio do Corinthians serão paralisadas e a cidade de São Paulo, lamento, ficará fora da Copa de 2014. 

Como aqui, diferentemente do que ocorre em boa parte dos blogs corinthianistas que costumo ler, ninguém freqüenta assiduamente o Parque São Jorge (ninguém aqui vive o dia-a-dia político do clube ou é cupincha de alguém - quer da oposição, quer da situação, quer de sei lá mais quem), só o que nos resta é tentar juntar as migalhas que lemos a respeito por ai. 

E, considerando apenas o que chega até nós, pobres mortais, a coisa funciona mais ou menos assim: 

1- O Timão anunciou, no ano de seu centenário, o projeto para um estádio de 48 mil lugares, ao custo aproximado de R$ 400 milhões.

2- Semanas depois, o futuro estádio foi aclamado pelo poder público como a salvação da Copa do Mundo na cidade de São Paulo - o que, todavia, exigiria adaptações que mais do que dobrariam seu custo, alcançando cifra superior a R$ 800 milhões.

3- Um empréstimo (!!) do clube junto ao BNDES, tão comum em obras desse vulto,  já estava previsto no projeto original do Corinthians, mais modesto. 
Contudo, o "fato novo" - necessidade de ampliação da capacidade do estádio e sua adaptação aos padrões FIFA - não poderia ser suportado unicamente pelo Corinthians, visto que a inclusão de seu futuro estádio na Copa de 2014 atenderia unicamente aos interesses políticos e econômicos dos entes federativos  envolvidos, Estado e Município de São Paulo. 
Para tanto, então, ficou definida a emissão, pela Prefeitura, de R$ 420 milhões em Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento (CIDs). Esse seria, dentro da "engenharia financeira" costurada para a construção do estádio, o mecanismo pelo qual a Prefeitura seria capaz de suportar o custo das  intervenções sobre o projeto original, de modo a atender às determinações da Dona FIFA. 

4- Desde então, a raivosa massa anti-corinthiana, açulada pela imprensa canalha e mal-intencionada, tem ladrado contra o "uso de dinheiro público" na construção de um estádio para o Timão. 
E, aí, vem à tona toda aquela bobajada com a qual já estamos até acostumados: "Lula", "Petralhas", "Rede Globo", "Time do Mal" e blá blá blá. Uma salada maluca de preconceitos e teorias conspiratórias.

A propósito:






5- Porém, o BNDES não empresta (!!!) recursos diretamente a clubes de futebol. Clube nenhum bate lá na porta dos hômi e volta para casa com o dinheiro nos borná. Nem mesmo, vejam bem, o mais organizado e estruturado clube brasileiro da atualidade - situado à Rua São Jorge, nº 777, SP/SP.
Para viabilizar o empréstimo (!!!!), portanto, seria necessária uma triangulação com a Odebrecht, construtora encarregada por tocar a obra. 
Somente assim a grana sairia.

6- A Odebrecht, porém, de olho na receita que futuramente será gerada pelo estádio do Timão, não apresentou as garantias consideradas satisfatórias pelo banco federal - de modo que, com quase 70% da obra já concluída, o tal do empréstimo (!!!!!), até o momento, ainda não saiu.

7- E, aí, chegamos à fase atual do jogo: a construtora tenta nos forçar goela abaixo um contrato semelhante ao que a WTorre empurrou na bunda do Guarani da Capital - que, dizem, passará trinta anos sem ver um único centavo da bilheteria gerada por sua futura Arena. Já o Corinthians busca, a todo custo, manter-se como único gestor do estádio que será construído - de modo a não perder, durante as próximas décadas, uma de suas mais importantes e promissoras fontes de caixa.
Para pressionar o Timão, a construtora tem afirmado que somente apresentará as garantias exigidas pelo BNDES caso passe a integrar o grupo gestor do futuro estádio. Traduzindo: só fará sua parte pela liberação do empréstimo (!!!!!!) caso passe as próximas décadas mamando na maior mina de ouro do futebol brasileiro (e uma das maiores do futebol mundial).
Já o contragolpe corinthiano, tudo indica, consiste em pressionar o Governo Federal a liberar o empréstimo (!!!!!!!) mesmo sem que a "parceira" ofereça todas as garantias exigidas - ameaçando, para isso, atrasar o cronograma da obra, com o que privaria Estado e Município de terem sua tão sonhada Copa.

Resumidamente, é isso...



Dúvidas sinceras do blogueiro


a) Terá realmente existido um projeto original, mais modesto, ao custo de "apenas" R$ 400 milhões? Ou será que tudo não passou de um "migué", sem o qual o estádio do Timão não sairia de jeito nenhum??

b) Caso o tal projeto tenha realmente existido, estaria, de fato, a direção do clube disposta a retomá-lo? Ou tudo não passa de blefe?
O Timão manterá essa ameaça até o fim, caso o empréstimo não saia?? A construtora, creio que manterá...

(minha torcida: que o Corinthians faça valer sua palavra, deixe a cidade de São Paulo fora da Copa, readapte seu estádio ao projeto original e mande o restante do universo às favas. Os anti, como sempre, que se fodam!)

c) Se, afinal, quase 70% da obra já está concluída sem que, até o momento, um único centavo de dinheiro público tenha sido sequer emprestado (!!!!!!!!), como pode a canalhagem anti-corinthiana dizer o que diz sem ao menos enrubescer?


sábado, 16 de março de 2013

quinta-feira, 14 de março de 2013

Chocolate!

O bicampeão mundial fez exatamente o que dele se esperava: numa partida praticamente impecável, onde todos jogaram em alto nível, pegou pela frente um adversário mais fraco e sacudiu com os cabras - no caso, cabrones.

Fizemos três e, com isso, tiramos o saldo de gols do tal de Tijuana. De quebra, também lhes tiramos as pregas  - pondo fim a um ilusório aproveitamento -  e ainda os despachamos para a Bolívia desprovidos da irritante autoconfiança que eles vinham demonstrando.
Começo até a achar que vão perder por lá, na altitude da amaldiçoada cidade de Oruro, depois dessa...

Na verdade, verdade mesmo, fizemos foi quatro. Mas o bandeira - como, a propósito, tem-nos acontecido com certa freqüência neste ano de 2013 - resolveu anular um golaço maiúsculo da dupla Paulinho/Guerreiro, ambos em posição legal.

E isso fora o chocolate. Pusemos o time do Neymídia Cover na roda, mesmo!

Enfim: sucesso total na missão. Exibição daquelas para deixar os anti com cãibras no esfíncter.


Destaques de ontem


Ralf foi aquele mesmo pit-bull com o qual a Fiel se acostumou. Literalmente mandou no meio-campo, estilo Capitão Nascimento. Cada vez que o visitante esboçava uma subida ao ataque...



Guerrero, taticamente perfeito e, para variar, siempre peligroso.

Alessandro apoiou demais!
Defensivamente, porém, o camisa 2 também foi firme: aproveitou para se redimir das últimas partidas, fechando todos os espaços e praticamente impedindo que os mexicanos evoluíssem por ali.

Contudo, o onipresente Renato Augusto - que arma, desarma, distribui, coordena, organiza, finaliza, dá carrinho, mata um leão por jogada e etecétera - é quem foi, sem duvidamente, o melhor em campo. 
Aliás, deviam era ter comprado o passe todo desse rapaz, porque a metade que ficou com os alemães tá cada dia mais valorizada.

* * * * *

Libertadores, de novo, só mês que vem. 

O negócio, agora, é focar no Paulista. Tomando, evidentemente, todo cuidado possível para manter o elenco fisicamente bem. Afinal, basta ficarmos entre os oito primeiros, sem neura.
Não nos esqueçamos que, ano passado, terminamos a fase classificatória do Regional na liderança e, logo na primeira partida da fase final, deu no que deu...

* * * * *

A suposta contusão do Pato, felizmente, não passou de um susto, excesso de precaução da comissão técnica. 
E, mesmo assim, o FDP ainda guardou o dele antes de sair, aos 25 do primeiro tempo. O cara realmente é foda!

*  *  *  *  * 

Se o Romarinho faz aquele gol... 

terça-feira, 12 de março de 2013

Sobre Presidentes...


"Acho que o problema ainda é a violência, há mais torcida em jogos que não são clássicos. O caso de Oruro, sem dúvida, foi um estopim."


Questionado sobre o baixíssimo público do Campeonato Paulista 2013, foi assim, cinicamente, que o palmeirense que atualmente preside a Federação Paulista de Futebol preferiu responder.

Se estivesse no lugar do (também Presidente) Mário Gobbi, na mesma hora eu telefonaria para este cidadão, exigindo dele uma retratação pública e incondicional. Do contrário, abandonaria a disputa do Campeonato Paulista a partir de 2014 – com o quê, lamentavelmente, o já agonizante regional tenderia a se extinguir em dois ou três anos.

Afinal, não se trata mais do destempero sensacionalista de um torcedorzinho qualquer travestido de jornalista. Como disse o próprio Marco Polo Del Nero, diante dos mesmos microfones que registraram essa irresponsabilidade citada no post, palavra de presidente tem outro peso...

Agora a coisa ficou séria, senhores! Já passou da hora do Timão botar o pau na mesa e romper de vez com essa corja!!

Sin perder la gana jamás!


O técnico do tal Tijuana chegou ao Brasil dizendo que seu time veio buscar a vitória. 

Tite, por sua vez, estabeleceu 11 pontos como meta para o elenco – o que, na prática, equivale a vencer as duas partidas como mandante e trazer um empate da Colômbia.

Ou seja: ao menos nos discursos, enquanto o debutante mira o primeiro lugar do grupo, o atual campeão  do torneio parece conformado com a idéia de se classificar como o segundo da chave. Afinal, caso o Corinthians crave a pontuação exigida pelo Seu Adenor, bastará aos mexicanos uma (01) vitória nos próximos três jogos para que fiquem à nossa frente.

Já disse em post anterior: acredito que o Tijuana deverá conquistar um empate na altitude de Oruro e vencer com tranqüilidade o Millonarios jogando em seu campinho de soçaite - fazendo mais quatro pontos, portanto, nesse returno da fase de grupos.

Desta forma, a única maneira que o Timão, atualmente com míseros 4 pontos conquistados, tem de chegar ao final da primeira fase na liderança do Grupo 5 é vencendo as 3 partidas que lhe restam. De preferência, goleando o adversário de amanhã, para fazer saldo, pois é por aí que a classificação final será decidida.

Já vi times de futebol levantarem o caneco de uma competição jogando sem nenhum craque em campo. Assim como já vi campeões sem estádio, sem estrutura, sem patrocínio, sem torcida, sem treinador, etc.

Porém, nunca, jamais vi um campeão sem ambição.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Já que é para dar uma de louco...

Ninguém me perguntou, mas, mesmo assim, eu vou dizer o que pretendo fazer nos próximos dias. 

Pretendo, embasado nos termos do parecer produzido por esse desembargadorzinho federal aqui, mover uma ação popular com o intuito de bloquear, imediatamente, os pagamentos realizados pela Caixa Econômica Federal aos clubes Figueirense, Avaí e Atlético Paranaense (patrocinados pelo banco estatal desde 2012), bem como as parcelas pagas pelo Banrisul aos portalegrenses Grêmio e  Internacional (ambos patrocinados pelo banco gaúcho desde 2001). 

Pretendo, ainda, pedir que todos os valores já recebidos por esses clubes sejam imediatamente ressarcidos ao Erário, acrescidos de juros e correção monetária.

O mesmo é válido, evidentemente, para contratos que já se encerraram - pois o decurso do prazo contratual não extingue a ilegalidade do ato eivado de vício (ok, é patético, mas imagino que no direitês os caras falem assim). 
Portanto, os créditos despendidos pela Eletrobrás ao Vasco da Gama (2009 / 2012), pela Petrobrás ao Flamengo (1984 / 2009 !!!)  e pela própria Caixa aos Bambis (1984 / 1986) também deverão ser recuperados, a bem do interesse público.

Adotadas tais medidas, o Corinthians, além de devolver uns R$ 5 milhões à Caixa, seria obrigado a retornar ao mercado em busca de um patrocinador master. Ponto. 
Aqui, ninguém morre por causa disso.

Já os três pobres sulistas atualmente patrocinados pela mesma estatal, provavelmente, teriam dor de cabeça um pouco maior. Considerando o tempo de vigência do contrato e a infinitamente menor força das instituições, entendo que o estrago ali seria grande, talvez irrecuperável.

Vasco e SPFW, por sua vez, creio que precisariam abrir mão de uns 2 ou 3 anos de bilheteria para quitar a dívida decorrente dessa decisão. 
Talvez, até mais - visto que bilheteria não é o forte deles...

Contudo, o Crube de Regatas Framengo e os dois times afrescalhados de Porto Alegre (um dos quais, aliás, tem a torcida do advogadozinho de porta de INPS que, em busca dos seus 15 minutos de fama, deu início a toda essa perda de tempo), estes sim, estariam FUDIDOS: não apenas teriam de vender todo seu patrimônio, fechando as portas, como seu dirigentes ainda precisariam se prostituir para, quem sabe um dia, devolver ao povo tudo aquilo que, no entendimento do nobre desembargador supracitado, foi-lhe subtraído.

E aí, corinthiano: vamos dar uma louco também?

Eu tô nessa.

Ão, ão, ão...



Basquete também pode ser "business", Sr. Mário Gobbi


O Corinthians contará com um elenco de estrelas se decidir reativar suas atividades no basquete profissional. Pelo menos essa é a vontade de alguns dos principais atletas do país. Corintianos de coração, jogadores da seleção brasileira como Leandrinho, Alex Garcia e o norte-americano Larry Taylor se colocam à disposição e torcem para que o clube do Parque São Jorge aumente a lista de gigantes do futebol com equipes também na modalidade.
(...)
O primeiro a manifestar interesse em defender o Corinthians em um futuro próximo foi o ala-armador Leandrinho. Em entrevista à rádio Bradesco Esportes FM no início do ano, o jogador da NBA disse que "compraria a passagem na hora e viajaria para negociar" se o clube anunciasse seu retorno ao basquete. A proximidade da família também contaria a favor da equipe do Parque São Jorge.
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Jogar no Corinthians também é o sonho de dois estrangeiros que atuam no Brasil. O norte-americano Shamell, do Pinheiros, não esconde o desejo de defender o clube que aprendeu a gostar desde que veio para o país em 2008.
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Outro "gringo" que se dispõe a defender o Corinthians é o armador Larry Taylor, do Bauru, que se naturalizou brasileiro na temporada passada para defender a seleção nas Olimpíadas de Londres-2012. 
A 'seleção corintiana' poderia aumentar ainda mais se outros apaixonados pelo clube optassem por defenderem as cores do time do Parque São Jorge. Isto porque Marcelinho Huertas (Barcelona), Tiago Splitter (San Antonio Spurs) e Nezinho (Brasília) são outros jogadores fanáticos pela equipe.
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O Corinthians, porém, não tem planos de engrossar esta lista. Sem nenhum projeto para a reativação do basquete profissional, o clube aponta dificuldades financeiras e de logística como maiores entraves para montar uma equipe de alto rendimento.


"Não existe nenhum projeto sequer em estudo", frisou o diretor de esportes terrestres do clube, Fausto Bittar Filho. "O que algumas pessoas andaram publicando não é verdade. Se algum dia tivermos uma parceria interessante, podemos pensar. Só montaríamos um time se fosse para disputar o título e isso provocaria um dispêndio financeiro razoável. Também há um problema de logística, pois só temos um ginásio com medidas oficiais que é usado em dois períodos pelo futsal".

Leia a íntegra aqui.


Minha opinião: é absolutamente lamentável que, neste momento em que o basquete brasileiro busca - com relativo sucesso, aliás - se reerguer, o Sport Club Corinthians Paulista dê as costas a essa modalidade que tantas glórias já trouxe ao Parque São Jorge.

O Corinthians, com sua linda história nesse esporte e sua descomunal força dentro e fora de campo (ou de quadra), tinha tudo para capitanear esse processo de reestruturação que o basquetebol brasileiro vive hoje.

sábado, 9 de março de 2013

Corinthians 3 x 2 Ituano

Singela homenagem a Emerson Sheik...

Daqui a pouco

Danilo Fernandes; Edenilson, Chicão, Felipe e Igor; Willian Arão, Guilherme e Douglas; Jorge Henrique, Romarinho e Emerson.

É esse o time que, daqui a pouco, subirá ao gramado do Pacaembu para receber o Ituano, em partida válida pelo Campeonato Paulista.

Exceto pela excrescência vinda do CT de Cotia, o volante Willian Latrina, essa formação tem totais condições de brigar por uma boa classificação na primeira fase do Paulistão. Fosse o Seu Adenor, eu alçaria esses 11 à condição de titulares do Paulista - substituindo apenas Chicão por Paulo André, visto que o primeiro tem de estar entre os titulares da Libertadores.

Já nos clássicos, bem como na fase decisiva do regional, a história, evidentemente, é outra. Porém, até lá, eu fixaria esses 11 tranqüilamente.

Aposto em 2 a 0 para o Timão, hoje: Chicão de pênalti e Romarinho em grande lance.

VAI CORINTHIANS!

Anti-corinthianas

Teorias conspiratórias que você ainda vai ouvir por aí...



Na vitrola


quinta-feira, 7 de março de 2013

Que é isso, porcada?

A Mancha Verde está matando o Guarani da Capital - clube que já foi grande e que, em minha humilde opinião, virou motivo de chacota nos últimos anos justamente por causa dela.

O que os porco fizeram ontem na argentina foi grave. Se eu fosse um dos profissionais que mantém contrato com aquela espelunca, teria mandado tudo às favas naquele instante.

Queria ver o clube ter moral para exigir a multa contratual... Na esfera trabalhista, qualquer jogador ganha fácil!

E segue o (interminável) enterro!


Tijuana 1 x 0 Corinthians

Joguinho sem-vergonha, de fazer jus a essa várzea que sempre foi a Copa Libertadores.

O grupo viaja quase um dia inteiro para, numa quadra acarpetada de soçaite, enfrentar um timinho mexicano café com leite, que só está nesse torneio para atrapalhar a vida dos sul-americanos.
A arbitragem, caseiríssima, deixa os caras descerem o sarrafo à vontade e ainda valida um gol em claro impedimento – que acaba por definir a partida.

Enredo mais que manjado, não?

* * * * *

Alguém mais viu o Alessandro quicar a bola contra o piso antes de um arremesso lateral, como fazem os jogadores de basquete? 

Bizarro...

* * * * *

Falar em Alessandro: ele e Fábio Santos, de uma vez por todas, não têm mais condições físicas e técnicas que justifiquem a titularidade. 
Ontem, o veloz ataque dos donos da casa deitou e rolou pelas duas avenidas laterais – que, não é de hoje, o Timão vem oferecendo aos adversários.

* * * * *

Aliás, quando vi a correria dos mexicanos no início do jogo, abri contagem: “entre 15 e 20 do primeiro tempo, tudo se normaliza". É sempre assim, certo?
Errado! Passaram-se 25, 30, 35, 40... veio o segundo tempo... e os caras continuaram voando.

Chá de quê, mesmo?

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Vi muita gente por aí cornetando o desempenho do Paulinho na partida de ontem – entre eles, meu bróder Giba.
Na boa, mas devo ter visto outro jogo, então. Concordo que, nesse início de temporada, Paulinho andou muito aquém do que sabemos que pode render; ontem, contudo, achei que foi o melhor corinthiano em campo.

O que, num jogo como esse, infelizmente, não quer dizer muita coisa...

* * * * *

Cássio fazia bom jogo. Gil, uma partidaça. Contudo, falharam ambos no gol (irregular, nunca é demais lembrar) do Tijuana.
O camisa 12 tem crédito de sobra, mas o beque ainda está em estágio probatório com a torcida. E, vira-e-mexe, tem apagões como esse, pondo a perder o trabalho de toda uma partida.

Permaneço reticente quanto a ele. Esperançoso, mas reticente.

* * * * *

Nove pontos nos próximos três jogos. E goleando o Tijuana em casa, para fazer saldo. 

A meu ver, essa é a única forma de garantir o primeiro lugar no grupo - pois os cucarachas, creio, farão 4 pontos nesse returno.

* * * * *

Olha só quem tava lá...

Chicken Little de la Frontera: "és nosotros, parça!"

Alguma dúvida?



À noite, depois do trampo, mais comentários sobre a várzea de ontem...

segunda-feira, 4 de março de 2013

ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ

Algo em torno de 15 mil Testemunhas de Giovanni compareceram ao Ex-tádio da Vila Sônia para acompanhar o modorrento clássico de ontem. Um completo vexame dos Pequeninos da Vila, diga-se.

Já a torcida do Coringão, como era de se esperar, não decepcionou, esgotando os pouco mais de 2 mil ingressos disponibilizados e lotando a área que lhe era destinada. 
Contudo, fossem 25 ou 30 mil os lugares oferecidos ao Timão, tenho certeza,  a Fiel faria o mesmo - o que evidenciaria ainda mais a pequenez santista.

Os ausentes, porém, nada perderam. 

O Corinthians, mais uma vez, mostrou-se absolutamente desinteressado pelo Paulista. E os Pequeninos da Vila, novamente, mostraram-se altamente dependentes do dono do time - que, a cada dia, parece menos interessado em defender o maior clube da Baixada Santista.

Manda e desmanda: "aqui é tudo dominado, parça!"

De qualquer forma, é preciso registrar que o Timão foi visivelmente superior na partida. Como de costume, porém, mostrou-se incapaz de converter essa superioridade em gols. 
Afinal, só estufa a rede quem finaliza, certo? Parece óbvio, isso, não?? Para nós, pode até parecer, mas não para os comandados de Tite...

De positivo na peleja, apenas o ótimo desempenho de Gil (que, felizmente, aos poucos vai calando minha boca), a onipresença de Renato Augusto (para mim, o melhor em campo) e a boa movimentação de Alexandre Pato.

Chamou minha atenção, ainda, o  posicionamento do Guerrero, que atuou quase como um meio-campista. Não gostei! Enfiado na área, o peruano é siempre peligroso; fora dela, contudo, não passa de mais um caneludo se estranhando com os volantes. Fez bons desarmes e tal, mas... porra, o cara é um centroavante!!
Espero que tenha sido apenas coisa de clássico; função tática pontual, para se pôr na conta da tradicional cagabilidade do Seu Adenor. Porque, se isso indicar uma tendência, ele vai matar o futebol do cara.

Com o resultado de ontem, o quinto empate consecutivo no Paulista, seguimos na oitava colocação - o que só corrobora com a tese de que o time botou o regulamento debaixo e estabeleceu suas prioridades na temporada. 
Se a fase classificatória terminasse hoje, contudo, teríamos uma desgastante (e desnecessária) quarta-de-final contra os bambis. Tem de ver isso aí.

* * * * *

E, com o jogo de ontem, Neymarketing mantém a escrita de nunca, jamais em sua ainda incipiente carreira, ter feito uma partida ao menos convincente contra o time que sua pequenina torcida considera como o maior rival. 
Ok, marcou o gol da vitória naquela final de Paulista onde o Bracinhos de Jacaré aceitou um quase despretensioso "recuo de bola" do atacante boqueirense... Mas isso aí, convenhamos, fica na conta do Julio César, não na dele.

De modo que sou levado a questionar (e perguntar ainda não ofende): seria o Chicken Little da Baixada - que o marketing santista,  pateticamente, insiste em rivalizar com ninguém menos que Lionel Messi (hahahahaha!!!) - ao menos comparável a jogadores do calibre de Edmundo, Marcelinho Carioca ou, até mesmo, ao namoradinho do Zeca Camargo? 

Fica a pergunta...

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E, agora, vam'bóra para Tijuana, en la frontera, jogar soçaite... Acho muito curioso o fato de que, há anos, todo jogo do Timão na Libertadores é precedido por um clássico no Paulista. Já repararam?

Como também acho curioso, aliás, ver os Pequeninos dizendo que a punição que os forçou a jogar o clássico fora da Vila dos Chinelos (ou seria das Moedas?) foi orquestrada pelo "Time do Mal", etc. 
Afinal, convenhamos: se o objetivo dos corinthianíssimos Marco Polo Del Nero e José Maria Marin era tirar o Santos da Vila com o intuito de prejudicá-lo contra o Timão, a FPF poderia muito bem ter feito isso já na elaboração da tabela - que, nos últimos quatro anos, sempre é bom lembrar, estabelece que os duelos em turno único entre o Corinthians e as Sereias sejam disputados naquele pardieiro infecto da baixada.

Na boa: cara de pau tem que ter limite, né?!? Afinal, como dizia o finado Bezerra, "malandro demais vira bicho".

* * * * *

Ontem, salvo engano de minha parte, o Coringão, pela primeira vez em sua gloriosa história, disputou um clássico vestindo um terceiro uniforme - a insossa camisa cinza da Nike.
Além de atrair zica (cadê a mística camisa listrada, porra?!), isso aí de usar camisa alternativa em clássico é coisa de time pequeno. Vide o time do Odir Cunha, que passou todo o ano de 2012 jogando de uniforme azul calcinha contra a gente...

Tem de rever isso aí também.

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Aos poucos, os abutres da mídia vão mudando de assunto... 



sábado, 2 de março de 2013

Amanhã, contra os Pequeninos...

O Timão apresentou uma clara evolução no melancólico jogo dos portões fechados, contra o Millonarios da Colômbia. Time compacto, marcando forte, com ótima movimentação dos homens de frente. Só precisa aprender, de uma vez por todas, a finalizar o adversário quando tem chance para tal - sobretudo quando a "chance" se estende por praticamente 70 minutos da partida. 

Foi amplo o domínio, em ritmo de treino.

O desempenho da dupla Alexandre Pato e Guerrero - que, jogo após jogo, vai se consolidando como um autêntico matador - só comprovou o que a maioria de nós já sabia: essa é a formação ideal para nosso ataque e, quando entrosada, dará MUITO trabalho aos adversários. 

Com Pato e Renato Augusto, o time ganha demais em mobilidade.

A propósito, quem acompanhou a transmissão pela Globo, provavelmente, se lembra da análise que o Casagrande fez a respeito dessa mudança. Para ele, Pato dá "dois tapas na bola e faz com que ela corra", ao passo que Emerson "tem características mais de driblador". 
Concordo apenas em parte com o Casão. De fato, Pato desenvolve seu jogo na base dos dois toques; porém, não posso, em hipótese alguma, considerar o Sheik um driblador. No atual elenco, esse papel cabe  ao Romarinho. 
Emerson é um condutor de bola, isso sim. E, quase sempre, a conduz até perder o ângulo, a opção do passe, ver-se cercado pelos adversários e, conseqüentemente, acabar desarmado. Por vezes, não neguemos, dá certo - mas no geral é isso aí.

Para a partida de amanhã, contra os Pequeninos da Vila, disputada no Morumbi, a linha de frente será mantida. 
Particularmente, acredito num desempenho ainda melhor do nosso sistema ofensivo. Não que isso, necessariamente, vá se reverter num (sempre improvável, em se tratando de clássicos) placar dilatado, pois devemos descontar a evidente diferença técnica entre o time da baixada e o fraco adversário da última quarta.
Mas, de qualquer forma, prevejo uma evolução ainda maior.

O alerta fica por conta das laterais (sobretudo a direita!), visto que Tite resolveu poupar os dois velhinhos que por ali atuam, substituindo-os pelo garoto Igor e pelo coringa Edenilson. 
Este último, embora atualmente preferido por 6 entre 10 corinthianos para ocupar a posição que hoje pertence a Alessandro, preocupa para o jogo de amanhã justamente por ainda não ter demonstrado grande eficiência como marcador - embora, no apoio ao ataque, normalmente funcione muito melhor que o considerado titular.

Não custa lembrar que o protegidinho da mídia e da arbitragem costuma cair - literalmente - por aquelas bandas... Olho neles.

Parêntese: esse confronto, aliás, já foi evitado pela Providência Divina na Libertadores do ano passado. Recordemos: Edenilson seguiu como titular da lateral-direita até o jogo de volta contra o Emelec, válido pelas oitavas de final, quando se contundiu seriamente. Seu desempenho ofensivo, até ali, agradava; porém, defensivamente, causava a mesma desconfiança que continua causando hoje.
Graças à contusão, Tite precisou promover o retorno de Alessandro, que também voltava do estaleiro, à equipe titular. No jogo de volta das quartas, contra o Vasco, ele quase entregou o ouro (sendo salvo pela milagrosa defesa de Cássio, já cantada em verso e prosa). Porém, o tiozão não se abateu e, nas duas partidas da semi, disputadas justamente contra o time do Boqueirão, anulou com grande segurança os avanços do espetaculoso Neymídia  - cuja presença em campo, aliás, sequer foi notada no jogo de ida, disputado na Vila dos Chinelos. Fecha parêntese.

Voltando ao jogo de amanhã, algo me diz que Muricy cairá no vestiário. Meu palpite é 3 a 1, com dois de Pato e um de Guerrero. 

VAI CORINTHIANS!