segunda-feira, 26 de maio de 2014

Uma retrospectiva das últimas semanas...

O que esperar deste Corinthians de Mano Menezes? E o que esperar deste Mano Menezes? 

Pelo que se constata ultimamente, o treinador não atendeu às expectativas de quem o encarava como o avesso do técnico anterior - tido como retranqueiro visceral, definição que nunca contou com a minha concordância.  Passados 5 meses, o time ainda não ganhou uma configuração, ainda não se vê nele uma "personalidade" estabelecida. Como costumam dizer os mais entendidos, o time ainda não tem um padrão de jogo definido.  Como também já foi dito por aí, o treinador tentou renegar o sistema do técnico anterior, mas logo percebeu que não poderia "negligenciar" de todo o sistema defensivo. A partir daí, parte daqueles torcedores empolgados com o vento de ofensivismo que atingiu a equipe no início da temporada passou a chamar o técnico atual de retranqueiro e a amaldiçoar a "escola gaucha de treinadores"! 

E o time? O time não é ruim.  Está longe daquele time forte, coeso, que era quase invulnerável na defesa e, ao mesmo tempo, eficiente no ataque – isso nos melhores momentos da era Tite. Sim, apesar da propalada "retranquite", nosso ataque foi um dos melhores do CB-11 e da Cucaracha-12. O time atual também não chega perto daquele que o Mano teve à disposição entre 2009 e 2010.  Pode ficar mais forte, com a entrada de Elias e Lodeiro depois da Copa do Mundo. Se o Renato Augusto voltar a mostrar o futebol do ano passado, tiver uma sequência de jogos... Bom, aí teremos um meia para dividir com Jádson a responsabilidade de armar este time, a exemplo do que faziam Danilo e Alex em outros tempos. 
Por enquanto, é um time que ainda não dá para se apontar como favorito ao título. No entanto, está longe de ser cotado para o rebaixamento, pois o time atual é bem melhor do que aquele de 2007.

Nos últimos jogos, o que se viu foi um empate cedido ao Vila Sônia nos momentos derradeiros. Depois de um primeiro tempo monótono de ambas as partes, o Corinthians abriu a contagem no comecinho do segundo tempo. Teve em seguida uns dois ou três contra-ataques que poderiam ter consolidado a vitória, mas parou nisso. 
Petros teve a bola do jogo, mas não quis ou teve medo de se consagrar. Não foi um resultado ruim em se tratando de um clássico. 

Em seguida veio o amistoso contra o Furacão, na inauguração do estádio deles. Vitória que deixou muita gente iludida, sem levar em conta a situação do adversário então, que no segundo tempo o técnico deles mudou o time todo. Tudo bem que o Timão estava lá com praticamente seu time reserva...

O fato é que o amistoso deixou uma expectativa que não foi confirmada justo no jogo de inauguração da nova Arena. Diante de um Figueirense que ostentava a última colocação, o Timão tropeçou. Além do futebol apático de alguns jogadores - da maioria deles - e dos erros cometidos pelo nosso treinador, coloco na balança o fato de que jogos precedidos de festejos sempre trazem nhaca para o Timão. Mano passou a ser execrado por este "vexame" histórico. 
Ok, quando formos ao futuro, veremos que a inauguração do estádio foi com derrota e que a honra de ter marcado um gol ali não foi de um jogador nosso, mas do adversário - do modesto Figueirense.  Entretanto, creio que veremos também muitas vitórias sensacionais e muitos títulos conquistados com a marca corinthiana!

Em seguida, mostrando que aquela amistoso não serve de parâmetro e que futebol é uma caixinha de surpresas, mesmo jogando em casa não passamos de um empate com o Atlético Paranaense. E, por fim, reforçando o que foi escrito sobre a imprevisibilidade do futebol, o Timão arrancou uma vitória extraordinária no Recife, diante  do Sport. Para se ter uma idéia do quanto é difícil vencer lá, as duas últimas vitórias corinthianas  ocorreram em 1998 e em 1976! A vitoria obtida em 1998 se deu graças a dois gols de bola parada, sendo que um deles foi num pênalti cuja cobrança tirou o Profexô Madureira do sério. Já o triunfo de 1976 foi importantíssimo, pois garantiu a classificação do time para a terceira fase do Campeonato Brasileiro daquele ano. Não fosse a vitória, o Timão estaria eliminado  – assim como o foram naquela temporada o Cruzeiro, o Botafogo, o Vila Sônia e o Manjubinha. Não fosse essa vitória rara, não haveria a famosa invasão ao  Maracanã. 
E o jogo de ontem? É daqueles que acendem uma  certa esperança, mas que deve ser visto com ressalvas, dado a fragilidade da equipe adversária. Porém, é promissor ver o time jogando com um a mais  e aproveitando a vantagem  – algo que muitas vezes deixou de ocorrer. Jádson me parece voltando à boa forma. Romarinho desandou a fazer gols. Petros mostra o quanto é importante taticamente, ajudando na marcação. Bruno Henrique aos poucos vai ganhando seu lugar no time e ganhando a preferência da torcida na disputa com Guilherme. 
Só falta arrumar o setor defensivo, setor onde Fagner e Cléber não inspiram muita confiança.

------------------------------------------

A imprensa abutre continua fazendo das suas. A revista (V)Exame publicou uma matéria bem escrota sobre o nosso novo estádio - matéria já devidamente respondida pela diretoria. E um outro jornal, cujo nome me esqueci, estampou em suas páginas a manchete na qual se lia que ex-goleiro do Timão chegou atrasado ao treino do Flamengo! Até isso eles usam.

Mas....


Com razão ou sem razão, o Corinthians tem sempre razão!

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Sobre o novo stadium...

Nosso querido Imperador, conselheiro vitalício desta Jihad e corinthiano de quatro costados, esteve ontem no novo e extraterreno stadium do New Corinthians e, como de costume, deixou um depoimento visceral para os colegas do blog.

Por considerá-lo relevante demais para que permaneça apenas na zona de comentários, tomo a liberdade de reproduzi-lo em partes:


(...) Bom, falemos do entorno do estádio e é... um lixo! Comparado ao Pacaembu é um lixo. Se você passar mal do lado de fora, se fudeu, vai morrer, não tem nada; você tá em Itaquera e lá não tem nada. Talvez tenha na Copa mas, do ponto de vista de jogos do Corinthians, vai ser osso.
É trampo para ir, para vir, lugar ermo, longe do planeta todo. Honestamente, estou preocupado, pois nós sempre sabemos e reconhecemos quem vai direto aos jogos e ficou difícil para todos.

Agora, falemos do interior. Bem, aqui vai um adendo, pois se você quiser experimentar o que eu experimentei hoje, vai ter que comparecer lá para conferir... Sim, o clima... o clima é sobrenatural, é o mínimo que posso descrever. O ponto forte é sem dúvida a acústica do lugar. E exatamente tudo, tudo mesmo, é de primeiro mundo: iluminação, lanchonetes, campo... tudo! 
Assisti o jogo da arquibancada superior e, para quem já foi, é como o Morumbi, só que bem mais perto. Dois puta telões... som... cadeira... mármores... muito bonito mesmo! 

Porém, o povo brasileiro terá que se acostumar com aquele tipo de arquitetura para assistir aos jogos. 

(...)

Sim, o lugar é mágico e, de verdade, é nossa casa; tem espírito de que mora ali, é um estádio de bairro argentino no meio do nosso coração. Em uma Libertadores, aquela porra vai ter combustão espontânea. Quando a torcida grita, o teu coração vem na garganta... literalmente. Muito barulho... muito!

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Seleções

1- Sábado foi dia de festa na nossa Arena, a torcida pôde rever lendários heróis de 1977, como Tobias, Zé Maria, Zé Eduardo, Wladimir, Basílio, Palhinha e Geraldão; se reencontrar com parte da turma da democracia:  Alfinete, Juninho, Mauro, Biro-Biro, Zenon, Ataliba, Eduardo Amorin; matar saudades daqueles que nos deram títulos nacionais sem precisar apelar para dossiês - Ronaldo, Marcelo Dijan, Nenê, Sylvinho, Wilson Mano, Marcio Bittencourt,  Ezequiel, Tupãzinho, Neto, Paulo Sérgio, Fernando Baiano, Liedson; rever legítimos campeões do mundo, reconhecidos pela entidade que tem o direito de fazê-lo: Fabio Luciano, Vampeta, Edu Gaspar, Rincón, Ricardinho, Dinei, Luizão, Marcelinho Carioca, Edilson.

Todos foram  bem  recebidos - até mesmo aqueles com passagens meteóricas, pálidas, decepcionantes.

Todos menos um.

O lateral esquerdo Kléber talvez não tivesse uma recepção amistosa. Ele, que deve ter sido o melhor dos sucessores do Wladimir, jogou tudo fora ao querer fazer média com a torcida (?) do time litorâneo. Mostrou uma tremenda ingratidão com o time que o revelou. E isto a torcida não perdoa. Rafael Camarota, por um dia ter gritado uma espécie de "cadê o Corinthians?" também está marcado pela torcida, mas o caso dele me parece menos grave do que o do lateral esquerdo.  

E aí pessoal: o Kléber merecia perdão?

Tirando este porém, foi uma festa pra lá de bonita! Invejo quem pôde estar lá. Olhar para o Basílio e rever aquele gol sofrido de 77; olhar para o Tupãzinho e recordar aquela entortada humilhante que ele deu no zagueiro dos bambis....  Ah, como diz o rei Roberto Carlos: são tantas emoções.


(Da seleção da República da Nação Corinthiana para a seleção do Felipão...)

2- Eu acho que a seleção deveria ter um goleiro que transmitisse segurança. Nesse caso, eu não vejo outro que não seja o Cássio! Nas laterais, jogadores de responsa. Ai é fácil: Fagner de um lado e Fabio Santos do outro. Tem de ser muito Felipão para não enxergar o óbvio: contra os branquelões da Europa, nada mais apropriado que uma mini muralha negra. É Cléber e Gil, sem discussão. 
Todo time precisa de um cara que faça o papel de cão de guarda para a defesa, que diminua o trabalho dos homens de zaga. O mais indicado para isso atende pelo nome de Ralf. Para evitar insinuações de que eu estou protegendo um certo time, afirmo que o segundo volante deveria ser o Paulinho. Como meias ofensivos, tem de ser muito cego para não enxergar que o Danilo é fundamental por causa de sua enorme experiência em Copas do Mundo. O outro meia pode ser qualquer um: até aquele moço que começou no Imaculado. Digo isto porque aquele que seria titular absoluto, vive no DM. É claro que estou falando do Renato Augusto. Quem mais seria? 
No ataque, o Guerrero poderia ser naturalizado, mas é uma pena que ele já tenha atuado pela seleção peruana. Completando o time, já que o Romarinho não mostra firmeza, coloca aquele moço que joga pelo nosso freguês da Catalunha. Mas sem aquelas dancinhas ridículas!

* Legal ver os nomes de Jô e Willian na lista do Felipone. Prova de que a nossa base pode gerar bons frutos. Jô não é nenhum craque, mas é muito melhor do que muitos que envergaram a camisa 9! E tem o Paulinho que eu considero como representante devido a sua identificação com o clube.

** Se jogar com o uniforme tradicional, a Alemanha tem a minha simpatia!



(Com razão ou sem razão, o Corinthians tem sempre razão!)

terça-feira, 6 de maio de 2014

Pitacos

Liderança - Três rodadas, duas vitórias, nenhum gol tomado e líder invicto. Mas acredito que, como eu, poucos corinthianos devem ter se empolgado com o início de campeonato do Timão. Pouca criação de jogadas, raras chances de gol e até momentos de sufoco contra times de qualidade duvidável. Confesso que esperava mais dessa pausa forçada pós-eliminação do Paulista.

Defesa - A boa notícia é a volta do bom desempenho da nossa defesa, intransponível já a sete partidas. Boa notícia? Traumas e medo do retorno de uma defensibilidade exagerada à parte, acredito que seja, sim. Penso que tenha ficado bem claro, no início do ano, a tentativa do Mano em pular etapas na reconstrução do time, aproveitando-se do esquema defensivo de seu antecessor - o que, como todos pudemos ver, acabou sendo um erro grave de avaliação. Tudo leva a crer que o próprio Mano entendeu a situação sob essa ótica e resolveu priorizar justamente esse setor (base para qualquer boa equipe) nessa primeira inter-temporada do ano, para então evoluirmos ao longo do ano. Sendo realmente essa a ideia, a primeira meta foi aparentemente cumprida. A segunda que é um pouco mais complicada...

Meias - Claro que temos vários fatores que possam contribuir para uma possível melhora (Guerrero voltando a fazer gols, expectativa pela dinâmica que o Elias possa trazer ao nosso meio, etc.) Mas é bem provável que não tenhamos evolução alguma se nossos meias não jogarem bem. Que Jadson teremos, o do início eletrizante no Corinthians, ou o apático jogador dos bambis? Renato Augusto é minimamente confiável para se pensar um esquema com ele, ou o negócio é assumirmos que ele não pode ser mais do que uma ótima opção de banco, quando apto a jogar? Será que o Mano vai saber lançar o Zé Paulo aos poucos, sem queimá-lo (como quase fez no início do ano, em um momento de desespero)? O que acontece afinal com o peruano Ramires, que chegou a ter chances no Paulista e depois, como sempre, sumiu do mapa? Será que o Douglas ainda não tinha lenha pra queimar (já que, assim como o Danilo, era um jogador disposto a compor o elenco, mesmo que no banco, entrando em momentos específicos)? Tantas incógnitas em um setor tão crucial faz do próprio Timão uma incógnita para esse ano.

Selecionabilidade - Confesso que a ideia me agrada, mesmo eu tendo sido favorável à substituição do Adenor no ano passado. Sou meio ciumento com quem fez história no Timão, e com isso não corremos o risco de vê-lo treinando porcos ou bambis. 

Dúvida - Acredito que todos aqui devam estar acompanhando a empolgante campanha do Atlético de Madri que, mesmo lutando contra gigantes de orçamentos estratosféricos, garantiu sua vaga na finalíssima, e busca vencer pela primeira vez o título de campeão europeu. Mas peraí! Primeira? Como assim, se o Atlético de Madri já venceu a extinta Copa Intercontinental (antes de virar Copa Jipe), copa essa que parte da população brasileira (e apenas eles, dentre mais de 6 bilhões de habitantes no planeta) insiste em chamar de mundial? Quer dizer que dava pra ganhar o tal amistoso de luxo sem antes vencer o campeonato em seu continente? E isso não era pré-requisito indispensável para que alguém possa se auto proclamar campeão mundial? Fiquei confuso. Por favor, façam essa pergunta a seus amigos bambis e me ajudem a resolver esse enigma.